O futebol do Sporting com Bruno de Carvalho.

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Obrigado pelo excelente texto!
Só agora calhou vir aqui espreitar. Sem duvida, nem tudo está bem, nem sempre bem se terão tomado as melhores decisões Sr. Presidente... Contudo, considero que seria humanamente impossivel fazer melhor neste primeiro mandato, considerando o ponto de partida. Isto a nivel de futebol , que é o titulo deste tópico; já nas modalidades, quase tudo tem sido bem feito, em quantidade e em qualidade: os muitos titulos estão aí para o provar, bem como a obra fisica à vista de todos, bem simbolizada pelo pavilhão que tanto nos orgulha  :clap:

E porque é importante que haja memória, recordo uma diferença fundamental verificada neste mandato: a estabilidade diretiva.
Quantas vezes as anteriores direçoes estiveram em perigo de cair pelas demissoes dos membros diretivos? Com BdC, o "insuportável ditador", não tivemos desses filmes e obrigado tambem por isso Sr Presidente.


Nota:  a ideia de vir aqui escrever este comentário (alem do justo reconhecimento a Mr Lion73 pelo belo texto que escreveu), é tambem naquele de ver se o boneco do outro individuo pára de me aparecer constantemente na tela, mas não tá fácil. >:D provavelmente só quando o nosso excelente moderador for lá editar o seu post e apagar a imagem 
 :inde:

FORÇA PRESIDENTE!
MANTER ESTE RUMO QUE É O CERTO!!


Bom texto.. :clap:

De notar que foi com este presidente que os sócios e adeptos começaram a ficar mais ligados ao clube, e isso vê se nas assistências em jogos em casa em futebol.. Devolveu o orgulho aos sportinguistas e isso é impagável. .
Bom texto.. :clap:

De notar que foi com este presidente que os sócios e adeptos começaram a ficar mais ligados ao clube, e isso vê se nas assistências em jogos em casa em futebol.. Devolveu o orgulho aos sportinguistas e isso é impagável. .

É um facto!
Se há alguém que viva de memórias, esse é o adepto do Sporting. Boas e más.
De resto, usamos criativamente da nossa memória sistematicamente para defender, perante os outros, o nosso prestígio e pergaminhos.
O que valerá a pena, isso sim, é reflectir sobre qual a razão que levou a que um clube praticamente desintegrado, conseguisse uma ascensão visível e consistente para voltar a cair no marasmo que nos faz trazer à memória os nossos piores medos.
O Sporting do presente - é esse que a mim me preocupa aqui e nem tanto a evocação, a título de permanente e obrigatoria gratidão, dos "feitos" do passado recente - é um Sporting em regressão evidente.
Tanto no capítulo desportivo, quanto no equilíbrio financeiro.
Isto é, desportivamente retrocedemos ao alienarmos activos que não foram substituíveis por valor idêntico, pese embora o enorme encaixe financeiro obtido, e financeiramente voltamos a encontrarmo-nos algo debilitados e sujeitos a recuperações necessárias para fazer cumprir as obrigações que não são passíveis ser atingidas por outro meio que não sejam através de receitas extraordinárias, uma vez que o aumento exponencial dos custos operacionais, sem retorno desportivo ou financeiro, desequilibram os balanços próximos.
E nesta equação não posso deixar de relembrar o enorme esforço feito na aquisição de um treinador que, por essa via, não pode nunca ter o "tempo" de outro qualquer para justificar o investimento.
Em minha opinião, lembrando, e bem, o nosso passado histórico das últimas décadas, voltaria a recordar que sempre achei que não era altura de ter feito uma aposta tão alta quanto arriscada com Jesus que, entre outras coisas, desviou-nos tendencialmente de um percurso que estava a ser feito de forma moderada mas evolutiva e que levaria a resultados, mais cedo ou mais tarde, com a vantagem de evitar criar falsas expectativas nos adeptos que apenas provocam ansiedades e desilusões.
Mas para isso era preciso que também o presidente do clube tivesse mantido a frieza para não querer dar um passo maior que a perna.
Daí, e bem, é justo salientar, como é feito pelo autor no princípio do texto, que a maior fatia de responsabilidade cabe a ele enquanto líder e responsável máximo pela condução do clube.
É assim na cabeça dele que reside a fórmula que todos esperam venha a atingir os sucessos desejados e já por ele mesmo profetizados como sendo obtidos num curto espaço de tempo.
Em minha opinião, retóricas à parte, pouco ou nada se fez entretanto nesse sentido.
Temo mesmo que se tenha dado mesmo mais alguns passos atrás neste "roll-over" actual.
A indefinição em torno do treinador também não ajuda nada e mais uma vez assiste-se, como é hábito todos os anos sem excepção, a um circo de boatos em redor da sua hipotética saída que acaba sempre invariavelmente com um reforço da sua posição perante quem o tenha e que se sente inevitavelmente fragilizado pela importância que outros acham deverem lhe dar.
Jesus, desde o primeiro dia que entrou em Alvalade, achou-se sempre acima do clube e numa atitude salvitica que sempre condicionou tudo e todos dentro do Sporting, desde dirigentes a técnicos e jogadores e até aos próprios sócios e adeptos que chegam ao limite, alguns, de o ver como que um Kim-jong-un do futebol nacional.
Entretanto o tempo urge, os anos passam, as memórias... essas ficam... não sempre pelas melhores razões.
Por isso, aconselho todos e em especial ao autor do texto.
Deixem-se de defesas doutrinais e preocupem-se mais em exigir trabalho e rigor, tanto àqueles que se auto-proclamem amantes e defensores absolutos do Sporting, quanto a outros que, prosápia à parte, ganham fortunas à conta do nosso  permanente adiamento de sucesso.
« Última modificação: Maio 28, 2017, 14:17 pm por pepeu »
Se há alguém que viva de memórias, esse é o adepto do Sporting. Boas e más.
De resto, usamos criativamente da nossa memória sistematicamente para defender, perante os outros, o nosso prestígio e pergaminhos.
O que valerá a pena, isso sim, é reflectir sobre qual a razão que levou a que um clube praticamente desintegrado, conseguiu uma ascensão visível e consistente para voltar a cair no marasmo que nos faz trazer à memória os nossos piores medos.
O Sporting do presente - é esse que a mim me preocupa aqui e nem tanto a evocação, a título de permanente e obrigada gratidão, dos "feitos" do passado recente - é um Sporting em regressão evidente.
Tanto no capítulo desportivo, quanto no equilíbrio financeiro.
Isto é, desportivamente retrocedemos ao alienarmos activos que não foram substituíveis por valor idêntico, pese embora o enorme encaixe financeiro obtido, e financeiramente voltamos a encontrarmo-nos algo debilitados e sujeitos a recuperações necessárias para fazer cumprir as obrigações que não são passíveis ser atingidas por outro meio que não sejam as receitas extraordinárias, uma vez que o aumento exponencial dos custos operacionais, sem retorno desportivo ou financeiro, desequilibram os balanços próximos.
E nesta equação não posso deixar de relembrar o enorme esforço feito na aquisição de um treinador que, por essa via, não pode nunca ter o "tempo" de outro qualquer para justificar o investimento.
Em minha opinião, lembrando, e bem, o nosso passado histórico das últimas décadas, voltaria a recordar que sempre achei que não era altura de ter feito uma aposta tão alta quanto a arriscada com Jesus que, entre outras coisas, desviou-nos tendencialmente de um percurso que estava a ser feito de forma moderada mas evolutiva e que levaria a resultados, mais cedo ou mais tarde, com a vantagem de evitar criar falsas expectativas nos adeptos que apenas provocaram ansiedades e desilusões.
Mas para isso era preciso que também o presidente do clube tivesse mantido a frieza para não querer dar um passo maior que a perna.
Daí, e bem, é justo salientar, como é feito no princípio do texto, a maior fatia de responsabilidade que cabe a ele enquanto líder é responsável máximo do clube.
É assim na cabeça dele que reside a fórmula que todos esperam venha a atingir os sucessos desejados e já por ele mesmo determinados num curto espaço de tempo.
Em minha opinião, retóricas à parte, pouco se fez entretanto nesse sentido.
Temo mesmo que se tenha dado mesmo mais alguns passos atrás neste "roll-over" actual.
A indefinição em torno do treinador também não ajuda nada é mais uma vez assiste-se, como é hábito todos os anos sem excepção, a um circo de boatos em redor da sua hipotética saída que acaba sempre invariavelmente com um reforço da sua posição perante o clube que o tenha e que se sente inevitavelmente fragilizado pela importância que outros acham deverem lhe dar.
Jesus, desde o primeiro dia que entrou em Alvalade, achou-se sempre acima do clube e numa atitude salvitica que sempre condicionou tudo e todos dentro do Sporting, desde dirigentes a técnicos e jogadores e até aos próprios sócios e adeptos que chegam ao limite, alguns, de o ver como que um Kim-un-sung do futebol nacional.
Entretanto o tempo urge, os anos passam, as memórias... essas ficam... não sempre pelas melhores razões.
Por isso, aconselho todos e em especial ao autor do texto.
Deixem-se de defesas doutrinais e preocupem-se mais em exigir trabalho e rigor, tanto àqueles que se auto-proclamem amantes e defensores absolutos do Sporting, quanto a outros que, prosápia à parte, ganham fortunas à conta do nosso  permanente adiamento de sucesso.

Espetacular texto. :venia:
(...)Entretanto o tempo urge, os anos passam, as memórias... essas ficam... não sempre pelas melhores razões.
Por isso, aconselho todos e em especial ao autor do texto.
Deixem-se de defesas doutrinais e preocupem-se mais em exigir trabalho e rigor, tanto àqueles que se auto-proclamem amantes e defensores absolutos do Sporting, quanto a outros que, prosápia à parte, ganham fortunas à conta do nosso  permanente adiamento de sucesso.

Eu gostaria, por uma vez, perante questões objectivas e factuais, de as ver rebatidas com a mesma natureza e não discursos ou assente em bases com pés de barro, porque enviezados por juizos de valor discutiveis, muitas vezes feridos de preconceitos ou ideias feitas, ou previsões ou fatalistas ou excessivamente optimistas, que ocorrem exactamente por pré juízos sobre pessoas, muitas vezes subjectivos.

O texto foi escrito em Janeiro, quando os objectivos da época já estavam comprometidos/falhados, mas a essência está lá, quando se mete no mesmo saco um ano no futebol desastroso, quando as expectativas eram altas e o eram por medidas de gestão do plantel principal agora vistas como amadoras e incompetentes, mas muitas delas muito elogiadas, bem como 3 anos de evolução clara que não consegues contrariar.

Há 4 anos a prioridade era a sustentabilidade e viabilidade financeira, ainda assim o futebol da equipa foi crescentemente competitivo, com meios claramente desfasados da realidade dos rivais com que competimos.

A realidade do principio de época, era de uma equipa que vinha finalmente de cumprir com os designios do clube, que é lutar por ser campeão até ao último apito, batendo entretanto recordes de vendas, de lucros, de assistências e número de sócios.

O que tu queres vender é um processo de regressão que entrará numa espiral negativa.

Porquê? Por causa deste ano e porque te interessa à narrativa anterior.

Eu defendo que, até ver, o trabalho de 3/4 de mandato merece o crédito e beneficio da dúvida para o futuro. Não só pelo que se fez no futebol, mas em todas as restantes áreas de actividade.

Portanto não, não aceito o teu "conselho". Porque confundes memória e o reconhecimento de méritos, com aquilo que achas que deve ser confundido.
(...)Entretanto o tempo urge, os anos passam, as memórias... essas ficam... não sempre pelas melhores razões.
Por isso, aconselho todos e em especial ao autor do texto.
Deixem-se de defesas doutrinais e preocupem-se mais em exigir trabalho e rigor, tanto àqueles que se auto-proclamem amantes e defensores absolutos do Sporting, quanto a outros que, prosápia à parte, ganham fortunas à conta do nosso  permanente adiamento de sucesso.

Eu gostaria, por uma vez, perante questões objectivas e factuais, de as ver rebatidas com a mesma natureza e não discursos ou assente em bases com pés de barro, porque enviezados por juizos de valor discutiveis, muitas vezes feridos de preconceitos ou ideias feitas, ou previsões ou fatalistas ou excessivamente optimistas, que ocorrem exactamente por pré juízos sobre pessoas, muitas vezes subjectivos.

O texto foi escrito em Janeiro, quando os objectivos da época já estavam comprometidos/falhados, mas a essência está lá, quando se mete no mesmo saco um ano no futebol desastroso, quando as expectativas eram altas e o eram por medidas de gestão do plantel principal agora vistas como amadoras e incompetentes, mas muitas delas muito elogiadas, bem como 3 anos de evolução clara que não consegues contrariar.

Há 4 anos a prioridade era a sustentabilidade e viabilidade financeira, ainda assim o futebol da equipa foi crescentemente competitivo, com meios claramente desfasados da realidade dos rivais com que competimos.

A realidade do principio de época, era de uma equipa que vinha finalmente de cumprir com os designios do clube, que é lutar por ser campeão até ao último apito, batendo entretanto recordes de vendas, de lucros, de assistências e número de sócios.

O que tu queres vender é um processo de regressão que entrará numa espiral negativa.

Porquê? Por causa deste ano e porque te interessa à narrativa anterior.

Eu defendo que, até ver, o trabalho de 3/4 de mandato merece o crédito e beneficio da dúvida para o futuro. Não só pelo que se fez no futebol, mas em todas as restantes áreas de actividade.

Portanto não, não aceito o teu "conselho". Porque confundes memória e o reconhecimento de méritos, com aquilo que achas que deve ser confundido.
Em relação ao teu primeiro parágrafo nem me vou dar ao trabalho de responder porque o teor condicionado do teu discurso responde por si.
Juízos de valor discutível, preconceitos ou ideias feitas são a base subjectiva de qualquer discurso que se inicie na demonização de outros em comparação com uma filosofia de endeusamento do trabalho de outros.
Mas, no entanto, estamos apenas e só a falar do trabalho de comuns mortais que acertam e erram todos os dias, seja lá por que motivos forem.
Queres maior crítico do trabalho dos antecessores presidentes que já aqui apontava mais que razões para preocupação quando ainda muitos daqueles que hoje se reveem novos-cristãos se acotovelavam a tecer loas e a elogiar cada estupidez cometida enquanto desculpavam todo e qualquer percalço, sempre com uma justificação fácil para o desenrolar da situação?!
No entanto, mais que andar aqui a medir pilinhas com o passado, interessa-me sim reflectir sobre o presente.
É isso que, de resto, ressalvo no texto.
Sei que sou sportinguista de outra geração, é um facto.
Sei que o nível de exigência não é de forma alguma confundivel com a realidade actual.
Mas (Que diabo!) quem passa a vida a fazer comparações e promessas de sucesso é o actual responsável e quem ele entende contratar para tal efeito.
Cabe assim, já não falando apenas de futebol profissional, fazer o quê?
Agradecer eternamente por sermos campeões juniores outra vez desde o tempo de Godinho?
Ganharmos a Taça Challenge que já não ganhávamos desde Bettencourt?
Ou agradecer o título inédito de campeões nacionais amadores femininos?
Eu entendo que um clube, o Sporting em particular, não vive apenas do sucesso do seu futebol profissional mas assenta aí a base para nos podermos orgulhar das nossas cores.
É por aí que o Sporting se tornará grande outra vez e é sobre esse aspecto que assenta a minha preocupação maior.
O resto é gratificante mas em nada diferente do que tem sido desportivamente o percurso desde há muitos anos.
E é nessa base que afirmo ser, mais do que um constante apelo aos louvores e feitos desta direcção, importante reflectir sobre o que se entende fazer no futuro imediato em relação à modalidade rainha do clube.
Não com isto quero dizer que tenha que ser demonstrado resultados para ontem, o trabalho faz-se construindo.
A expectativa está aí e é legítima.
Mas resumir as minhas esperanças ao facto de ter visto o Sporting quase campeão há dois anos, quando o actual treinador herda um plantel sólido e bem treinado, esquecendo o quanto ele mesmo desfez desse trabalho bem construído, é curto e insuficiente.
Depois, face às notícias recentes, que mais não passam de meros boatos, era justo ver em algum lado referido o total comprometimento com as necessidades do clube.
Para mim é mais um atestado de menoridade que passa ao clube que tão bem lhe paga sem que ninguém minimamente responsável se preocupe em ver esclarecida a quem mais merece - os adeptos que tanto têm feito por suster o momento anímico que em outra situação qualquer há muito se haveria desvanecido.
O rigor que eu exijo demonstra-se na qualidade do trabalho mas começa na assertividade do discurso, algo tão ausente há muito tempo, seja com estes actuais responsáveis ou outros quaisquer.
Do que aí resulta um clube à nora que apenas sobrevive na convicta, mesmo que por vezes deturpada, memória dos indefectíveis adeptos.
Eu sou um deles mas cuja memória não se torna selectiva em função das conveniências do establishment, seja ele qual for.

P.S. Só um pormenor que tenho que ter em conta, sim senhor.
Na realidade não havia reparado na data a que se refere o teu texto, por isso as minhas desculpas pela falha.
No entanto, tal texto torna-se actual face aos desenvolvimentos desde a altura em que foi escrito.
Ou seja, pouco ou nada mudou a todos os níveis.
Daí que tal texto, compreensível à data mas ainda hoje perfeitamente pertinente deva ser evocado, mais ainda até por permitir ver qual o pensamento a ter em conta à altura e o quanto urge ser necessário mudar de estratégia.
Como que parecemos viver cristalizados no tempo, enebriados por conquistas vagas e esquecidos das nossas reais necessidades.
Evolução precisa-se.
« Última modificação: Maio 28, 2017, 16:20 pm por pepeu »
(...)Como que parecemos viver cristalizados no tempo, enebriados por conquistas vagas e esquecidos das nossas reais necessidades.
Evolução precisa-se.

Mas que cristalizados no tempo.

O texto decorre de uma altura onde muitos quiseram reescrever a evolução do futebol do Sporting no mandato em causa, à conta de uma péssima época, evolução factual e indesmentivel, num contexto tremendamente dificil, como factual foi a regressão do motor do clube na época em curso, confirmada nos meses seguintes. NINGUÉM o nega. Muito menos o "autor do texto".

Ponto. O resto que escreves são bateres de peito, por chavões de exigência e rigor, rigor que faltou a muitos na análise e que contrariei com pontos objectivos.