A Formação do Sporting - Tópico Geral

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O que importa reter desta entrevista:

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R – Portanto, considera normal e legítimo ter essa aspiração?

TF – Eu não invisto há 10 anos na minha carreira para treinar juniores a vida toda. É onde está a minha cabeça e só penso em fazer o melhor na próxima época. Mas sou ambicioso. Para o ano vou iniciar a minha 10ª época como treinador, tendo 35 anos. Vou para a sétima no Sporting, sexta como técnico principal. Os resultados estão à vista. Lutámos pelos títulos desde as divisões inferiores até aos juniores. E há margem para evoluir.

Ainda há em Portugal quem acha que um treinador de futebol pode alternar entre formação e competição, quando as competências são radicalmente diferentes. O objetivo do Tiago Fernandes é ser um treinador de competição, por isso não me parece de todo uma ideia acertada mantê-lo como treinador de formação. Porque como ele explica, o objetivo dele será sempre o resultado coletivo acima do individual. Trabalhar para ganhar, não trabalhar para formar. Treinar jogadores de formação para serem jogadores de competição. Por isso é que depois temos aquelas vergonhas na youth league de jogar com médios a extremos.
Ora nem mais... Depois há os que se dedicam inteiramente ao futebol de formação e que por vezes, por não ganharem campeonatos todos os anos, são desprezados, apesar de fazerem um trabalho tão bom ou melhor. Mas siga.

Mais uma crítica estapafúrdia. Quantos treinadores nossos (e já agora de todos os outros clubes) não passaram da formação ao futebol profissional, e mesmo vice-versa? O próprio Luis Martins já passou por isso. Daqui a pouco vão dizer que quem passa de infantis para juvenis não presta porque as competências são radicalmente diferentes...
Para mim as exigências de treinador de formação e de treinador principal são completamente diferentes. É como dizeres que um treinador de guarda-redes pode ser treinador principal. Epá até pode, mas as competências são totalmente diferentes. E até digo mais, o Tiago vai ser melhor treinador principal que treinador de formação. Muito melhor.
Melhor não digo, mas é menino para sacar um ou outro resultado surpreendente, num contexto mais específico, e vai acabar por criar essa imagem.

O melhor treinador que temos na formação, apesar de tudo e a milhas de todos os outros, é o João Couto.
"If God had meant football to be played in the air, he would have put grass in the sky" - Brian Clough

“Quando treinava o Saragoça, um jogador veio ter comigo no início da época e disse-me, todo contente: ‘Mister, estou melhor do que nunca fisicamente.’ Olhei para ele e respondi-lhe: ‘Isso é a pior notícia que me podias dar. Agora vais estar em mais sítios errados mais vezes, c*****.’” - Juan Manuel Lillo
Melhor não digo, mas é menino para sacar um ou outro resultado surpreendente, num contexto mais específico, e vai acabar por criar essa imagem.

O melhor treinador que temos na formação, apesar de tudo e a milhas de todos os outros, é o João Couto.
Aliás, se lhe calha ir a um Braga ou um Vitória vai acabar bem classificado.
O dos iniciados também me parece interessante. Mas sim, o João Couto, dos que conheço, porque não os conheço a todos, só aos dos 3 escalões mais mediáticos, é o melhor.
O que importa reter desta entrevista:

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R – Portanto, considera normal e legítimo ter essa aspiração?

TF – Eu não invisto há 10 anos na minha carreira para treinar juniores a vida toda. É onde está a minha cabeça e só penso em fazer o melhor na próxima época. Mas sou ambicioso. Para o ano vou iniciar a minha 10ª época como treinador, tendo 35 anos. Vou para a sétima no Sporting, sexta como técnico principal. Os resultados estão à vista. Lutámos pelos títulos desde as divisões inferiores até aos juniores. E há margem para evoluir.

Ainda há em Portugal quem acha que um treinador de futebol pode alternar entre formação e competição, quando as competências são radicalmente diferentes. O objetivo do Tiago Fernandes é ser um treinador de competição, por isso não me parece de todo uma ideia acertada mantê-lo como treinador de formação. Porque como ele explica, o objetivo dele será sempre o resultado coletivo acima do individual. Trabalhar para ganhar, não trabalhar para formar. Treinar jogadores de formação para serem jogadores de competição. Por isso é que depois temos aquelas vergonhas na youth league de jogar com médios a extremos.
Ora nem mais... Depois há os que se dedicam inteiramente ao futebol de formação e que por vezes, por não ganharem campeonatos todos os anos, são desprezados, apesar de fazerem um trabalho tão bom ou melhor. Mas siga.

Mais uma crítica estapafúrdia. Quantos treinadores nossos (e já agora de todos os outros clubes) não passaram da formação ao futebol profissional, e mesmo vice-versa? O próprio Luis Martins já passou por isso. Daqui a pouco vão dizer que quem passa de infantis para juvenis não presta porque as competências são radicalmente diferentes...
Para mim as exigências de treinador de formação e de treinador principal são completamente diferentes. É como dizeres que um treinador de guarda-redes pode ser treinador principal. Epá até pode, mas as competências são totalmente diferentes. E até digo mais, o Tiago vai ser melhor treinador principal que treinador de formação. Muito melhor.

Naturalmente que as competências, objetivos, estratégias e sensibilidades são diferentes em ambos os contextos, nisso estamos de acordo.

Obviamente não tenho estatísticas, mas diria que metade dos treinadores de formação, pelo menos nas equipas grandes e mais competitivas, passaram ou passarão pelo futebol profissional, assim tenham oportunidades para tal. Isto para dizer que aquilo que TF disse sobre ter ambição de passar pelo futebol profissional é o que diriam muitos outros treinadores da formação. E desde há vários anos que todos os nossos treinadores de juniores têm passado posteriormente para treinadores de futebol profissional (nem me lembro do último que não o fez - talvez o Lima, mas esse já tinha passado pelo Alverca).

Quanto ao Tiago, presumo que te refiras a treinador de guarda-redes? Eu não consigo avaliar isso.
O que importa reter desta entrevista:

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R – Portanto, considera normal e legítimo ter essa aspiração?

TF – Eu não invisto há 10 anos na minha carreira para treinar juniores a vida toda. É onde está a minha cabeça e só penso em fazer o melhor na próxima época. Mas sou ambicioso. Para o ano vou iniciar a minha 10ª época como treinador, tendo 35 anos. Vou para a sétima no Sporting, sexta como técnico principal. Os resultados estão à vista. Lutámos pelos títulos desde as divisões inferiores até aos juniores. E há margem para evoluir.

Ainda há em Portugal quem acha que um treinador de futebol pode alternar entre formação e competição, quando as competências são radicalmente diferentes. O objetivo do Tiago Fernandes é ser um treinador de competição, por isso não me parece de todo uma ideia acertada mantê-lo como treinador de formação. Porque como ele explica, o objetivo dele será sempre o resultado coletivo acima do individual. Trabalhar para ganhar, não trabalhar para formar. Treinar jogadores de formação para serem jogadores de competição. Por isso é que depois temos aquelas vergonhas na youth league de jogar com médios a extremos.
Ora nem mais... Depois há os que se dedicam inteiramente ao futebol de formação e que por vezes, por não ganharem campeonatos todos os anos, são desprezados, apesar de fazerem um trabalho tão bom ou melhor. Mas siga.

Mais uma crítica estapafúrdia. Quantos treinadores nossos (e já agora de todos os outros clubes) não passaram da formação ao futebol profissional, e mesmo vice-versa? O próprio Luis Martins já passou por isso. Daqui a pouco vão dizer que quem passa de infantis para juvenis não presta porque as competências são radicalmente diferentes...
Para mim as exigências de treinador de formação e de treinador principal são completamente diferentes. É como dizeres que um treinador de guarda-redes pode ser treinador principal. Epá até pode, mas as competências são totalmente diferentes. E até digo mais, o Tiago vai ser melhor treinador principal que treinador de formação. Muito melhor.

Naturalmente que as competências, objetivos, estratégias e sensibilidades são diferentes em ambos os contextos, nisso estamos de acordo.

Obviamente não tenho estatísticas, mas diria que metade dos treinadores de formação, pelo menos nas equipas grandes e mais competitivas, passaram ou passarão pelo futebol profissional, assim tenham oportunidades para tal. Isto para dizer que aquilo que TF disse sobre ter ambição de passar pelo futebol profissional é o que diriam muitos outros treinadores da formação. E desde há vários anos que todos os nossos treinadores de juniores têm passado posteriormente para treinadores de futebol profissional (nem me lembro do último que não o fez - talvez o Lima, mas esse já tinha passado pelo Alverca).

Quanto ao Tiago, presumo que te refiras a treinador de guarda-redes? Eu não consigo avaliar isso.
Não, o Tiago Fernandes mesmo. Digo que ele vai ter bons resultados quando chegar a treinador profissional. Mas continuo sem concordar com a abordagem dele à formação.
O que importa reter desta entrevista:

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R – Portanto, considera normal e legítimo ter essa aspiração?

TF – Eu não invisto há 10 anos na minha carreira para treinar juniores a vida toda. É onde está a minha cabeça e só penso em fazer o melhor na próxima época. Mas sou ambicioso. Para o ano vou iniciar a minha 10ª época como treinador, tendo 35 anos. Vou para a sétima no Sporting, sexta como técnico principal. Os resultados estão à vista. Lutámos pelos títulos desde as divisões inferiores até aos juniores. E há margem para evoluir.

Ainda há em Portugal quem acha que um treinador de futebol pode alternar entre formação e competição, quando as competências são radicalmente diferentes. O objetivo do Tiago Fernandes é ser um treinador de competição, por isso não me parece de todo uma ideia acertada mantê-lo como treinador de formação. Porque como ele explica, o objetivo dele será sempre o resultado coletivo acima do individual. Trabalhar para ganhar, não trabalhar para formar. Treinar jogadores de formação para serem jogadores de competição. Por isso é que depois temos aquelas vergonhas na youth league de jogar com médios a extremos.
Ora nem mais... Depois há os que se dedicam inteiramente ao futebol de formação e que por vezes, por não ganharem campeonatos todos os anos, são desprezados, apesar de fazerem um trabalho tão bom ou melhor. Mas siga.

Mais uma crítica estapafúrdia. Quantos treinadores nossos (e já agora de todos os outros clubes) não passaram da formação ao futebol profissional, e mesmo vice-versa? O próprio Luis Martins já passou por isso. Daqui a pouco vão dizer que quem passa de infantis para juvenis não presta porque as competências são radicalmente diferentes...
Para mim as exigências de treinador de formação e de treinador principal são completamente diferentes. É como dizeres que um treinador de guarda-redes pode ser treinador principal. Epá até pode, mas as competências são totalmente diferentes. E até digo mais, o Tiago vai ser melhor treinador principal que treinador de formação. Muito melhor.

Naturalmente que as competências, objetivos, estratégias e sensibilidades são diferentes em ambos os contextos, nisso estamos de acordo.

Obviamente não tenho estatísticas, mas diria que metade dos treinadores de formação, pelo menos nas equipas grandes e mais competitivas, passaram ou passarão pelo futebol profissional, assim tenham oportunidades para tal. Isto para dizer que aquilo que TF disse sobre ter ambição de passar pelo futebol profissional é o que diriam muitos outros treinadores da formação. E desde há vários anos que todos os nossos treinadores de juniores têm passado posteriormente para treinadores de futebol profissional (nem me lembro do último que não o fez - talvez o Lima, mas esse já tinha passado pelo Alverca).

Quanto ao Tiago, presumo que te refiras a treinador de guarda-redes? Eu não consigo avaliar isso.
Não, o Tiago Fernandes mesmo. Digo que ele vai ter bons resultados quando chegar a treinador profissional. Mas continuo sem concordar com a abordagem dele à formação.

Ah, ok, percebi mal. Pelo menos paleio "à JJ" já ele tem...
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de pequenino ruge o menino!*: «Finalmente, a extensão da formação»

Depois de muitos anos de completa tempestade na nossa equipa B, que desde que foi criada parece ser um plano em constante mutação e que apenas nos tem feito o favor de abastecer um pouco a equipa principal, a estabilidade parece finalmente ser uma realidade.

Em 2012, quando o plano de integração das equipas B na segunda liga foi aprovado, o plantel apresentado pelo Sporting era um dos mais promissores de que há memória em Portugal e a ideia era que essa fosse a verdadeira ponte para a equipa A. Hoje todos agradecemos às estrelas alinhadas a existência daquela equipa, porque sem a mesma não sabemos como teria terminado essa temporada desportiva.

Eram poucos, muito poucos, os jogadores contratados para fazer número ou compor o plantel, eram muitos os jovens que estavam emprestados ou acabados de sair dos juniores, num grupo coeso e cheio de soluções que foi desmantelado à velocidade da luz.
Muitos sairam, muitos chegaram à equipa principal, muitos tiveram de rodar para ganhar experiência, mas a verdade é que desde essa altura que o plano para a equipa B se vai alterando de acordo com as marés e tempestade, sem percebermos muito bem qual é a visão a curto prazo para aquela secção.

O ano passado, mais uma vez vítima da sua própria indefinição, a equipa secundária do Sporting foi carregada de reforços que preencheram as vagas deixadas pelos muitos jogadores que sairam e o clube assumiu claramente que não tinha qualquer intenção em desequilibrar os escalões de formação. O resultado foi uma sucessão dolorosa de jogos sem somar sequer pontos, uma posição perigosa e um treinador despedido, sem que nenhum jogador tenha saído particularmente valorizado da campanha. Consequência não só das opções tomadas naquela temporada (que me pareceram minimamente sensatas face à escassez de atletas) mas de muitos anos de desorganização.

No próximo mês de Agosto, e depois do campeonato de juniores e bicampeonato de juvenis conquistados, a equipa B do Sporting Clube de Portugal passará a ser composta quase exclusivamente por elementos saídos da formação, equilibrada em algumas posições por jovens com potencial (casos de Edu Pinheiro, Pedro Delgado ou Kiki).

As incorporações vindas dos escalões jovens, de jogadores que precisam claramente de dar o salto competitivo, devem ser acompanhadas de um pensamento claramente de extensão de formação. E para isso temos de ir muito mais além de apenas garantir os três pontos jornada após jornada. Temos de ter um modelo semelhante ao da equipa principal, temos de pensar na equipa secundária como opções de recurso real aos problemas que todas as equipas principais vão enfrentado ao longo da temporada, temos de dar minutos de jogo aos mais novos e perceber até que ponto a equipa B continua a fazer sentido para os mais velhos.
Vamos possivelmente penar e perder jogos de forma absurda, mas a maior vitória numa equipa B não é o título da Segunda Liga mas sim os milhões de euros que poderemos poupar se um jogador conseguir ser integrado de imediato no modelo de Jorge Jesus. E os milhões que podemos ganhar se a integração for bem sucedida.

Perceber que temos em mãos a equipa B que mais jogadores forneceu à sua equipa principal no futebol português, mesmo com toda a confusão em que tem estado instalada, é não só motivo para cuidarmos melhor daquela secção como se revela frustrante. Poderíamos ter feito mais e melhor, poderíamos ter tratado os nossos talentos de outra forma e poderíamos ter mais jogadores a renderem desportiva e financeiramente.

Assim sendo, este deverá ser o plantel com que vamos à luta na próxima temporada:

Guarda-redes:
Pedro Silva, Diogo Sousa, Luís Maximiano

Defesas:
Abdu Conte, David Sulehe, Thierry Correia, Gonçalo Vieira, Kiki, Guilherme Ramos, Riquicho, Demiral, Diogo Nunes.
(Ivanildo deverá ser emprestado na Primeira Liga)

Médios:
Miguel Luís, Bruno Paz, Budag, Pedro Ferreira, Daniel Bragança, Edu Pinheiro
(Bubacar e Pedro Delgado deveriam rodar na Primeira Liga)

Avançados:
Jefferson Encada, Ronaldo Tavares, Jovane Cabral, Pedro Marques, Rafael Leão, Ary Papel, Liam Jordan, Ricardo Almeida
(Ponde deverá ser libertado em definitivo. Leonardo Ruiz, para já, trabalha na equipa principal)

*às terças, a Maria Ribeiro revela os seus apontamentos sobre as novas gerações que evoluem na melhor Academia do mundo (à excepção do Dubai)

Tasca do Cherba