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Em minha opinião, muita gente parte da falsa premissa que queremos ter influência (seja ela qual for) no sistema que rege o futebol português. Nada mais falso, até porque impossível.
Este sistema e as pessoas que o compõem tem que ser completamente destruído. Não podem restar traços ou individualidades depois que cair. E não são só os corruptos aqui do lado e nem os de lá de cima. São todos os que vivem desta enorme mama que é o futebol português. Árbitros, dirigentes federativos e da Liga, etc. têm que sair. Não pode ficar pedra sobre pedra.

Portanto, não entendo que digam que temos que ter influência seja onde for neste sistema.
Não queremos nada com este sistema, muito menos ter qualquer tipo de influência a não ser para o fazer cair.

Primeiro, o sistema tem que cair, com estrondo.
E depois sim, o Sporting deve estar preparado para ajudar a construir um futuro melhor para o futebol português.
Mas quem é que falou em fazer parte do Sistema?!

Não queremos ter influência? Como assim? Então mas essa não foi precisamente a "estratégia" dos croquetes durante anos? Alhear-se dos centros de decisão do futebol português até o Sporting se tornar um mero objeto decorativo?

A Liga é composta por clubes, e são os clubes que têm de forçar mudanças, acordar alterações a regulamentos, negociar patrocínios e afins, etc. Portanto, que raio é isso de não ter influência nos bastidores e nos centros de poder?
Se tu fores acionista de uma empresa, cagas de alto para o teu poder de voto e de influenciar o rumo e a estratégia da empresa? De influenciar quem serão as administrações dessa empresa? Preferes ser governado pelos outros e estar à mercê dos seus interesses?

É de facto interessante como se viram os argumentos em função dos interesses. O que antes era errado, hoje é certíssimo.

O Sporting tem de ter um papel relevante junto dos centros de poder do futebol português. Tem de trabalhar em conjunto com os clubes para conseguir apoios de modo a conseguir implementar mudanças de fundo. Tem de ser respeitado (e até temido, se for o caso) pelos clubes e pelas associações que em conjunto regulam o futebol português. Tem de ser respeitado junto das instâncias governamentais que tutelam o desporto, e outras pastas relacionadas. Tem de ser capaz de utilizar a sua grandeza, a sua capacidade formadora, o seu prestigio para "forçar" algumas mudanças.
Se em alguns casos tiver de utilizar alguns expedientes, como por exemplo amealhar apoios de clubes com base em apoios materiais e logísticos (empréstimos de jogadores, apoio a esses clubes em sede de Liga de Clubes em votações mais especificas, protocolos de cooperação em matéria de formação, negócios em comum, etc), que o faça desde que dentro da legalidade, até porque bem sabemos como funciona o futebol português.

Até porque, não sejamos líricos: não só é impossível o que referes - a completa destruição da estrutura atual para a construção de uma nova totalmente transparente e integra (vivemos em Portugal e seriam necessárias várias gerações para que a mentalidade reinante permitisse sequer sonhar com isso) - como adotar mudanças nesse sentido, numa ótica mais reformista, obrigará sempre a quem o quiser fazer, a comprometer-se entre manter-se na legalidade, mas entrar na mesma dinâmica de favores e apoios táticos entre diferentes os diferentes agentes.

Para dar um exemplo, o Sporting não foi por exemplo capaz de criar as condições necessárias para se debater seriamente os direitos televisivos partilhados (em boa parte por causa da estratégia dos lampiões) que permitiriam, por exemplo, alterar as condições de financiamento dos clubes pequenos que poderiam em teoria, libertá-los mais da influência material dos grandes. Agora o que podemos fazer? Esperar mais 10 anos, em guerra permanente com a lampionagem e os fruteiros, para daqui a 10 anos cada um voltar a fazer os seus acordos e ficar tudo na mesma?
Não teria sido, por exemplo, e por absurdo, antecipar este assunto e a determinado momento tentar uma aproximação táctica aos lampiões tendo como único objectivo precisamente tentar encontrar uma plataforma comum de entendimento quanto à partilha dos direitos? Isto sem prejuízo de, levada a água ao nosso moinho, se continuasse a carregar na lampionagem a fim de fragilizar cada vez mais o Polvo.

As várias propostas que o Sporting apresentou, tiveram pouca ou nenhuma adesão sobretudo no imediato, e porquê? Por nossa incapacidade de conseguir apoios, de criar alianças estratégicas e sobretudo movimentações táticas junto dos clubes e associações. E isso, infelizmente é a realidade, só se consegue dando algo como contrapartida. Querem jogadores emprestados? Ok. Querem protocolos de formação? Tudo bem. Precisam de vender um ou dois jogadores para equilibrar as contas por uns valores irrisórios (para nós), tudo bem, venham eles e vão rodar para outro lado onde também precisemos de apoios. E isto não tem nada a ver em condicionamento competitivo, tem a ver com acordos com vista a alterar regulamentos, a criar plataformas de negociação, etc. Querem outro exemplo? Para quanto maior proteccionismo ao jogador português, e acabar-se de vês com os camiões de brasileiros que todos os anos entram em Portugal sobretudo para encher equipas do CNS e outras divisões inferiores, colocando também esses clubes à mercê de negociatas obscuras com agentes obscuros ao mesmo tempo que limita a evolução de jogadores jovens portugueses?

Tudo isto que digo tem pouco ou nada a ver com entrar no Sistema. Não se trata de condicionar árbitros e quem lhes dá notas. Não se trata de criar "governos sombra" dentro da FPF, da Liga ou da APAF a fim de sermos beneficiados dentro e fora de campo.
Trata-se de ter poder de influência em matéria regulamentar, em ter apoios para conseguir que esses órgãos tenham gente equitativamente distribuída pelas diversas sensibilidades clubísticas, que sejam transparentes e escrutináveis, trata-se de sermos cada vez mais respeitados, não só pela capacidade de criar consensos e acordos, mas também através da influência que consiguamos ter com base na nossa força social e no nosso ADN formador, etc.
Mas isto não se conseguirá numa espécie de revolução, porque as mentalidades existentes são as mesmas de todo um país, e além disso não vivemos isolados do mundo, um mundo onde o futebol moderno é cada vez mais um negócio de milhões cheio de gente pouco recomendável. Não conseguiremos mudar o mundo, não se iludam... mas seria possível, e deveríamos esforçar-nos por reformar, a pouco e pouco, as estruturas. E isso não se vai conseguir em guerra permanente com tudo o que mexe. Há de facto batalhas que têm de ser travadas, há outras (muitas) que são inúteis e que o pragmatismo e uma grande dose de cinismo e calculismo, evitariam e ainda as virariam em nosso favor.


O sistema que existe em Portugal tem uns 35 anos aproximadamente. As pessoas são as mesmas. Só mudaram os que o dominam.
Falas em influência nos bastidores? Os bastidores estão todos viciados. Diz-me 2 ou 3 clubes e/ou associações de futebol que não estejam ao serviço de quem domina o sistema. Está tudo minado, tudo.

E sim, será necessária uma revolução.

Mas respeito a tua opinião.
Tranquilo. Concordamos em discordar.

Não se esqueçam, no entanto, que o 25 de Abril do Futebol Português é uma expressão do Roquette... tem mais 20 anos! Daí até hoje nada mudou, e lembro-me bem, embora fosse miúdo na altura, de também Roquette vir com essa ideia de hostilizar poderes instalados (os primeiros tempos da relação com o bufas foram conturbadas) e depois foi o que vimos... um Sporting a afastar-se cada vez mais dos centros de decisão ao ponto de, no epilogo do projecto (c)Roquette, com o inenarrável godinho, o Sporting estar confinado ao papel de bobo da corte sem qualquer voto na matéria!!

Eu não estou com isto a dizer que não se devam atacar e expor publicamente os focos da corrupção vermelha e azul, o que digo é que existem batalhas que não valem a pena ter-se, sob pena de alienarmos apoios futuros.
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Análises todas muito bonitas mas esquecem-se do mais importante "Títulos", sem títulos não há estratégia por mais  justa que seja que aguente, essa tem de ser a prioridade das prioridades, estamos a falar de futebol não estamos a falar doutra coisa qualquer. Os que neste momento fazem contra vapor na praça pública são os piores inimigos do  Sporting não são os rivais. Se não formos campeões a breve trecho, embora se possa ter conseguido algumas coisinhas no plano ético e da verdade desportiva, será que a estratégia vai sobreviver, duvido muito. Em vez de remarmos todos para o mesmo lado em busca desse objetivo que é conquistar um campeonato, há quem prefira em nome de egos e ressabiamentos dar tiros nos próprios pés.

Ganhar títulos sem entrar no circo é extremamente difícil e sem títulos a voz ou estratégia do Sporting, tem muito menos peso. É este o ponto de situação. Daí o presidente estar sempre a bater na tecla dos 3.5M, que são a maior arma do único clube a remar verdadeiramente contra um sistema que vive do crime e para o crime.

Todos os clubes extra 3 grandes, ao não se juntarem nessa altura a BdC, quando falou na divisão dos direitos televisivos, revelaram, (se é que haviam dúvidas), a sua subserviência ao estado do futebol português e a quem o controla. Se formos a pensar bem, a maioria dos clubes, provavelmente, no mínimo triplicariam ou quadruplicariam o seu orçamento, é ridículo como na altura ninguém se manifestou. Agora, depois dos contratos assinados, é que vêm meter a cabeça de fora, fingindo defender os seus interesses. Aliás este G15, liderado pelas figurinhas sinistras supra mencionadas, mais não é do que uma manobra de diversão para mascarar o quão minados estão todos estes clubes.

A maioria das direcções dos clubes ditos médios, ou pequenos, estão tão metidas nisto como o benfica, seja através de negócios paralelos ao futebol, que devem ser ao pontapé, seja através de benefícios pessoais que retiram desta vassalagem nítida.

Tocaste no ponto. Muita dessa gente fala em nome dos interesses dos clubes que representam mas estão muito mais interessados em defender os seus próprios interesses. Toda essa rede de interesses não é de agora vem muito de trás dos tempos do Vieira na Obriverca e das suas ligações ao Alverca. Então não era a Obriverca que tinha funcionários a trabalhar no Alverca, isso era público na altura o que é que essa gente estava lá a fazer. BC , concorde-se ou não com o estilo, ao desmascarar toda essa rede de interesses torna-se obviamente no principal inimigo, no alvo a abater. Agora não tenhamos ilusões nem sejamos ingénuos, o futebol é ingrato, irracional, se não formos campeões, por mais justeza que possa haver nas propostas, tudo se torna muito mais complicado e difícil. Triste é haver Sportinguistas que não compreendem isto. 
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Bastante mais receoso para este jogo do que contra o Barcelona ou Juventus. É que aqui temos a obrigação de ganhar e de jogar para tal, e quando assim é, as nossas dificuldades (fruto da falta de ideias/criatividade no último terço do terreno de jogo) aumentam consideravelmente.

Não temos obrigação nenhuma.....tem muito mais obrigação em ganhar o Olympiakos do que nós. A nós o empate chega. Até se perdermos o jogo podemos ainda qualificar-nos para a LE.
Vamos jogar resguardados e arriscar pouco, como de costume.
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Formação do Sporting / Re: Uefa Youth League 2017-2018
« Última mensagem por Pedro P em Hoje às 14:49 »
E falhamos pénaltis e o cacete...
Foi uma grande defesa.

Foi sim senhor. E o pénalti também foi bem marcado, mas acontece..

Ainda vamos ganhar 3-1. :great:
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Formação do Sporting / Re: Uefa Youth League 2017-2018
« Última mensagem por Smokin'Joe em Hoje às 14:49 »
Estamos numa geração completa de vedetas.

Só penteados, instagram, sheilas e quemais...

Quando não há liderança, não se formam homenzinhos.
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Conversas de Café / Re: Política Nacional
« Última mensagem por Chown em Hoje às 14:48 »
Todos os países têm que ter capitais. A capital foi escolhida há 761 anos por alguma coisa.

 De acordo, mas podemos transferir alguns serviços para outros sítios. Caso contrário, teremos uma região rica, a capital, com o restante País pobre e com poucas condições de vida. É que concentrar tudo na capital, leva a que haja um desconhecimento do restante território.
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ssível conseguir algumas coisas, claro está com grande dose de calculismo e um estômago forte, então não sou eu quem vai continuar a bater nessa tecla.


Mas isso (medidas importantes) foi conseguido. Aí quem parece que andou a dormir não fui eu.

Agora o tipo de influência que faz ganhar campeonatos na tuga... Sol na eira e chuva no nabal.

Portanto, esquece, queres ganhar, ter influência, compreendo, mas tens de ir no jogo deles.
Que medidas?!

Como referi, vi no inicio movimentações interessantes sobretudo na capacidade demonstrada para minar a aliança das nádegas e fazer cair o Duque, e como consequência conseguir a eleição de um presidente da Liga apoiado por nós: Pedro Proença.

E claro está, a capacidade demonstrada em conseguir um acordo amplo com a maioria dos clubes em sede de Liga para se voltar ao sorteio, com o apoio dos fruteiros e recusa da lampionagem e mais dois ou três clubes de mão do orelhudo. Na FPF, e contra a vontade dos clubes demonstrada em AG da Liga, a medida não passou. Mas a aprovação na Liga foi um bom sinal nosso.

Só que em ambos os casos, se olharmos para os resultados a médio/longo prazo, nada disso teve qualquer impacto positivo significativo na mudança de estado das coisas, com excepção provavelmente na aceitação do VAR, mas também e muito, porque a nível internacional se começou a ir nesse sentido.

De resto, e depois disto, não vi o Sporting a prosseguir a mesma estratégia... pelo contrário. Viu-se o Sporting a infletir a mesma e a criar/reatar conflitos antigos com vários clubes (veja-se a situação do Setúbal em que houve aproximação para, à primeira provocação, explodir tudo...). Havia também e supostamente uma maior proximidade ao Vitória de Guimarães ou Moreirense, para tempos depois se ver distanciamento, enfim... Onde eu quero chegar é simples: o que ganha o Sporting em estar "orgulhosamente só" a hostilizar tudo e todos? A mim parece-me que aliena sobretudo apoios que poderia ter, porque sozinho... voltamos ao mesmo, é melhor esperar sentado!
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Conversas de Café / Re: Política Internacional
« Última mensagem por Paracelsus em Hoje às 14:47 »
Para saber se outrem é alt-right, uma pessoa coloca como condição sine qua nom se essa considera que todos os indivíduos nascem iguais, salientando que não está a falar da parte física ou intelectual?

Então, se não está a falar da parte física ou intelectual, está a falar de que parte?

Explica-me como é possível teres uma licenciatura em Medicina e colocares uma questão contraditória dessas...



Está-se a falar de direitos, de oportunidades. Consideras que as pessoas têm todas os mesmos direitos à nascença?

O facto de escreveres "Sou a favor de provas de escolaridade para votar." faz-me pensar que a resposta é não.
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Em nossa casa mandamos nós.

Ganhar.
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Futebol de Outras Equipas e Selecções / Re: Taça de Portugal 2017/2018
« Última mensagem por Chown em Hoje às 14:47 »
 Excelente sorteio. Para nós e para os outros.
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