Política Nacional

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Os EUA são a ameaça à segurança da China. E estamos numa situação de Guerra Fria. Devo mencionar, porque é importante para a UE, que, no limite, os EUA, no que toca à sua postura financeira, bancária, militar e petrolífera, também estão a ameaçar a UE. Estão por trás da destabilização do sistema bancário europeu.

Michel Chossudovsky

Para mim nada disto é novidade, os EUA dizem que são nossos aliados mas andam a canibalizar a Europa para manterem o nível de vida mais extravagante do planeta. É preciso ter em conta que, para todo mundo viver como nos EUA, fazia falta ter um planeta seis vezes e meia maior que a Terra.

Tal não vai acontecer, mas a seca que já se faz sentir em Portugal e até no sul de Inglaterra (e estamos no Inverno) juntamente com todos os outros efeitos do Aquecimento Global que iremos sentir nos próximos anos, são certamente uma das principais motivações da estratégia norte-americana. Ou seja, assegurar acesso, a todo custo, se necessário de todo o petróleo do planeta. Desde o "Sudão do Sul" (em estado-de-sitio) a Nigéria (também em estado-de-sítio, com constantes ataques "terroristas") até à Síria, onde continuam a fomentar uma rebelião sunni e ao que parece, aliados com a Al Qaeda. E quando cair o Assad, vão direitos ao Irão, que é o "prémio principal".



Quanto a deputada da "esquerda" parlamentar, ou seja, do PS, acho que fez muito bem em dizer o que lhe apeteceu, ou não estamos sempre a criticar que os deputados e demais políticos por nunca serem honestos?  ;)
[/quote]

Yazalde70, apesar da visão política do Chossudovsky, eu até concordo com muitas das coisas que ele referiu nessa entrevista.

Mas é importante não nos deixarmos eludir totalmente pelo que ele nos diz. Nessa mesma entrevista, ele apresenta a China como um país relativamente pacífico, que em 2000 anos de história, nunca saiu das suas fronteiras. Ora, todos nós sabemos que isso é uma falácia. Sem dúvida que é verdade que nunca atravessou oceanos e continentes para atacar ninguém, mas historicamente, grande parte dos países que fazem fronteira com a China, já foram atacados por eles. Assim como o Japão, depois de serem atacados é um facto, e Taiwan (embora este caso tenha alguma especificidades)!
A China que tentou invadir o Japão e falhou, era dominada na altura pelos mongóis.

E o Tibete sempre foi tributário em relação à China, isto é, apesar de mais ou menos autónomo, nunca foi verdadeiramente independente, pelo menos enquanto houve um Imperador sentado no trono da Cidade Proibida.

O Tibete apenas se torna um estado independente da China após a queda do regime imperial chinês e naturalmente, assim que o caos, a desordem e o vazio de uma autoridade forte desaparecem novamente da China, esta, numa demonstração de força, limitou-se a mostrar ao mundo que era outra vez forte, pujante, e que o mundo tinha de voltar a contar com ela.

Ora, nesta fase de insegurança e de vontade reafirmar a sua força e autoridade na região, que a China mostra ao mundo que não está para brincadeiras e que tem de ser respeitada, daí o envolvimento no conflito da Coreia ter sido o passo seguinte, até para dizer aos EUA... um simples... Basta!


É portanto uma falácia afirmar-se que a China é agressiva ou tem um comportamento agressivo, excluindo o período mongol, como é óbvio. Mas cair nesta falácia é muito fácil, quando se desconhece como as coisas funcionam por aqueles lados...

Para começar, durante séculos, não haviam fronteiras, como as entendemos no mundo ocidental... E como tal, a política que se faz e se fez sempre por aqueles lados, é diferente da que se fez e faz por aqui, no Ocidente.

São mundos um pouco diferentes, o deles e o nosso. E como tal, não podemos olhar para a China e para os seus estados vizinhos em redor, da mesma forma que olhamos para uns EUA ou para uma Alemanha ou um Vaticano... ;)


P.S.: o Dalai Lama, para quem tem prestado atenção, tem reclamado apenas autonomia para o Tibete, autonomia, não independência... Mas como não tem nenhuma força política que influencie Pequim, continuará a ser positivamente ignorado...


"O ser humano será o único animal que procura voluntariamente a servidão para se furtar ao dom que o distingue da restante criação: a inteligência." (Miguel Castelo Branco)
Não acho os americanos exemplo para ninguém mas também não são os chineses. A questão do Dalai Lama não é tão simples, ele pede autonomia pois diz que o Tibete não pode crescer sem ajuda, ajuda essa que pensa que a China poderá dar. No entanto ele refere sempre que o Tibete foi independente, aliás na história foi o Tibete que invadiu primeiro os chineses, somente mais tarde o papel se inverteu. Ele inicialmente pedia a indepedência mas com o o passar dos anos achou que seria uma estratégia mais diplomática apenas lutar pela autonomia.

O Dalai Lama refere muitas vezes a questão de suserania, muito diferente da definição ocidental que considera a dominação sobre o outro país. Curioso que o desfecho poderia ter sido outro se a Inglaterra tivesse respondido ao apelo de Tenzin Gyatso, no entanto deu para depois se meterem no Iraque...

Acho piada como nos metemos (potências ocidentais) em marchas contra ditaduras e opressões no Iraque e Afeganistão, mas deixou-se acontecer o que aconteceu e acontece no Tibete ou na Síria. Outros intere$$e$...

A China em geral não têm um passado bélico como têm tido os americanos nos últimos anos é verdade, no entanto dentro da China existe uma guerra entre etnias, afinal de contas são mais de 50 etnias, sendo os Han quem domina após a expulsão dos mongóis. Existe agressividade e muita lá dentro, a forma como tratam diferentes etnias é vergonhosa e não me refiro apenas aos tibetanos.

Nem me parece que nos possamos referir ao povo chinês ou língua, não existe essa uniformidade. É uma cultura muito diferente da europeia, não podemos lançar conclusões como se vê  facilmente nos comentadores sem que talvez entendam a história e cultura daquele país e continente. Foi um país muitíssimo mais poderoso que os europeus mais avançado, teve por exemplo grandes pensadores como Confúcio, Lao Tsu ou Mo Zi e a maior frota de navios do mundo, só não fizeram mais porque preferiam ficar por lá.

A China não é exemplo para ninguém, aliás refira-se nenhum país o é e todos contribuíram o actual estado do mundo, sendo que este bolha imobiliaria chinesa vai ser outra bomba dentro de uns anos. Relembro a influência que têm na Europa, a quantidade de dinheiro que cá têm colocado, no dia em que eles sofrerem as consequências da megalomania que os rege actualmente, vamos mais uma vez ser levados atrás. É Carma, provocámos muitas dores naquele povo e há de chegar a hora de acertar contas.

Mas essencialmente discordo de se dizer que o Dalai Lama é ignorado, pelo contrário, ele é profundamente temido pelo poder chinês e isso é notório em ocasiões especiais, como o seu aniversário do ano passado ou com as imolações que começam a ser cada vez mais comuns.

Atenção não tenho nada contra a China, mas não percebo a sede de poder dos países em dominarem o mundo ou pelo menos imporem regras a outros como se fossem senhores da moral e ética. Deveríamos era procurar novas ideias, novos paradigmas e esquecer o que há hoje porque não serve e vai continuar a não servir.

Continuar a fazer o mesmo que temos é maluqueira nossa ou ingenuidade de todos nós. Não vemos que se tenta o mesmo continuamente e não serve? Já o Einstein dizia que a definição da insanidade é repetir a mesma experiência continuadamente esperando resultados diferentes.
Estatutos: Artigo 3º 1 - O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL É UMA UNIDADE INDIVISÍVEL CONSTÍTUIDA PELA TOTALIDADE DOS SEUS ASSOCIADOS.
____________________________________________
Os 10 Mandamentos do Sportinguista por Salazar  Carreira
http://www.forumscp.com/wiki/index.php?title=%22Os_dez_mandamentos_do_Sportinguista%22
[...]

É portanto uma falácia afirmar-se que a China é agressiva ou tem um comportamento agressivo, excluindo o período mongol, como é óbvio. Mas cair nesta falácia é muito fácil, quando se desconhece como as coisas funcionam por aqueles lados...

[...]

Pois é.

A China é uma ameaça à Europa e aos EUA. Não é sensato tentar adocicar o regime e os objectivos deste, e é completamente parvo, ainda para se vier de um cidadão europeu ou norte-americano, ambicionar a China como mais importante, seja em que aspecto for, que os EUA ou a União Europeia. A China prejudica milhões de empresas e dezenas milhões de trabalhadores europeus quando desvaloriza artificialmente a sua moeda, permitindo que a sua economia ganhe uma vantagem ilegítima face às restantes economias. As empresas portuguesas do sector têxtil, entre muitos outros sectores económicos portugueses, sucumbiram perante que empresas de que país, principalmente?

A China é a potência em ascensão. A China de hoje é os EUA do pós-II Guerra Mundial, que tem com meta o lugar número um enquanto que a potência dominante (hoje, os EUA; então, o Império Britânico) sabe estar em irreversível declínio. Mas existe uma diferença muito importante que não pode nunca deixar de ser referida: é que os EUA, além de terem sido colocados no lugar número um do pódio de influências militar, política e económica por causa das guerras criadas pelos europeus, sempre tiveram um povo livre para os criticar, fazer recuar em determinado objectivo, fazer avançar, etc. A cobertura da Primavera Árabe foi limitadíssima, por exemplo.

A China, gostem ou não os chineses desta ideia, será obrigada a expandir a sua influência bem para lá das suas fronteiras terrestres, nem que seja pelas necessidades energéticas, enormes, do país. Não se constroem porta-aviões para se praticar uma política militar não-expansionista. Não se constroem bases de submarinos a distância pequena de outras potências para praticar uma política militar não-expansionista.

Já o faz. Influência não se limita a bases militares no estrangeiro. A China tem uma presença económica forte em vários pontos do globo. Tem uma parte considerável da dívida norte-americana. É investidora número 1 em vários países do mundo, principalmente aqueles que partilham com ele o aspecto de não serem uma Democracia. A China coloca cada vez mais empresas na lista das mais poderosas do mundo. Das 3 mais valiosas empresas mundiais, 2 são chinesas. A China produz novos milionários como nunca antes se viu (500.000 só em 2010). O Estado Chinês privatiza cada vez mais empresas, com aproximadamente 80.000 empresas públicas vendidas entre o ano 1996 e 2003. O número actual deve ser muito superior. Tem em funções um departamento gigante dedicado a gerir as empresas públicas, que na China são ruinosas, à excepção das que representam o Estado nas economias estrangeiras.

E podemos até referir um aspecto sem sequer mencionar a luta entre EUA e China. Historicamente, nunca uma potência em declínio aceitou pacificamente a sua substituição pela potência em ascensão. E é perfeitamente lógico a sua razão. Os interesses de um passam a complicar os interesses do outro. E antes que alguns mencionem a Guerra Fria, esse cenário não é possível de ser equiparado à relação entre EUA e China. A União Soviética tinha o seu mercado e a sua esfera de influência. Os EUA, igual. Ora bem, o mercado da China são os EUA e a União Europeia, e destes dois é a China, e por aí adiante. Nenhum conseguirá sobreviver, não sem sacrificar parte da sua economia, sem o outro.

Mas toda esta conjectura de a China se tornar no país mais poderoso do mundo pressupõe que tudo permanece como acontece agora. Quem nos garante que a China continua a crescer aos níveis que garantem a muito necessária criação líquida de 20 milhões de empregos por ano? Quem nos garante que a China não adoptará uma postura mais agressiva face à Taiwan? Quem nos garante que um qualquer problema entre pescadores chineses e japoneses não despoletará uma crise, mais uma, diplomática entre ambos? E aquele regime pérfido da Coreia do Norte que só existe porque tem apoio chinês?

Eu não confio, e nenhum outro adepto da democracia o conseguirá, num país que ainda tem num dos seus principais monumentos a fotografia de um psicopata como o Mao, apesar de todas as ideias dele terem sido atiradas para o lixo por Deng Xiaoping e substituídas pelas famosas offshores empresariais.

Muitos juraram que a China estaria imune, totalmente, à crise financeira de 2008. Afinal, não estava. Foi obrigada a criar um plano de relançamento da economia avaliado em 600 mil milhões de dólares. Os governos locais estão endividados até cair para o lado. O sector bancário chinês é dos mais ineficientes do mundo. O problema imobiliário chinês nunca será um problema por si só. Manifestar-se-á através da decadência do seu financiador, os governos regionais, que por sua vez foram financiados pelos bancos, que por sua vez foram financiados pelo Estado Chinês.

Os EUA tornaram-se número 1 mundial num mundo em crescimento económico. A China caminha esse objectivo com o mundo enterrado em problemas económicos e sociais. Sem um EUA fortes, a China não pode ambicionar nada, porque a sua economia está dependente daquele que é o seu principal cliente, os EUA. Não só os EUA são o principal cliente da China, como também são o seu principal investidor. E os principais mercados de exportação da China são países politicamente antagónicos ao regime chinês.

@Leão88,

a sede de poder vem com o crescimento económico. É natural. Pode não ser positivo ou aconselhável, mas é expectável e, conhecendo um pouco de história, percebível. Os países não são mais do que a manifestação dos desejos do Homem. O crescimento económico acarreta necessidades crescentes. Estas, por norma, só são satisfeitas por países que não o do próprio. É natural que, para satisfazeres a tua economia, te sintas obrigado a estender a tua influência.

Eu trocaria, e não pensaria mais de um segundo em tal, os preços baratos dos produtos chineses pelo regresso da indústria a solo europeu, e perfeitamente consciente do aumento de custos associado a esse mesmo regresso. Milhões de empregos europeus foram destruídos por concorrência desleal chinesa. E o mito da deslocalização de empresas para a China é isso mesmo, um mito. A maioria das empresas sucumbiu (quantas centenas de empresas portuguesas não fecharam por causa de concorrência chinesa?), e só as que aceitaram deslocalizar-se, e só o fizeram depois do ataque de que foram alvo, estão cá para disputar o mercado.

A indústria naval europeia deslocalizou? A indústria têxtil europeia deslocalizou? Deslocalizou para o oblívio, sim, não para a China.
« Última modificação: Fevereiro 28, 2012, 04:43 am por Chev Chelios »
Há aqui alguns aspectos que estão a fugir ao bom discernimento de alguns.

Esta metodologia de tomarem partido uns por China e outros pelos E.U.A é um erro crasso dado que estamos a falar de duas superpotências imperialistas, uma de influencia comunista/capitalista e outra de influencia semi-democrática/capitalista.

Tanto uma como a outra são um mal em si e tentar procurar aliados entre um de dois males é ilógico, absurdo e direi mais estúpido!

A Europa tem que se reavaliar em si mesma, reunir as suas próprias forças e seguir um caminho à parte, através de politicas proteccionistas e de fair trade no sentido de impedir de ser esmagada pelos E.U.A e a China pelas suas guerras Económica, Financeira e Monetária... Sem dúvida que temos de procurar reagrupar para fora do jogo e deixá-los lutar um com o outro, isso é o que está verdadeiramente em causa. Porquê?

Porque neste momento se tentarmos enfrentar o mercado económico actual de igual para igual com a China, arriscamo-nos a destruir o Estado Social, as estruturas produtivas e industriais de toda a Europa; pois ninguém consegue enfrentar os mercados contra uma potência semi-esclavagista sem destruir a sua própria estrutura... E isto agrava-se quando do outro lado do atlântico, precisamente em Wall Street se vêem iniciativas que aproximam os E.U.A de um neo-feudalismo o que é deveras preocupante.

Neste preciso momento já estamos em marchas forçadas para uma terceira guerra mundial, uma guerra que a meu ver dada a disputa que existe pelos recursos energéticos ( principalmente petróleo) é inevitável, o que não é inevitável é a participação da Europa e da Rússia, nem nós Europeus, nem os Russos têm a ganhar caso tomem partido pelas duas superpotências em causa, muito pelo contrário, assumindo uma posição neutral poderiam recuperar a sua independência industrial, energética e produtiva; mas para isso seria necessário Líderes com uma visão mais ampla do panorama geoestratégico mundial, seriamos como foram a Jugoslávia de Tito, o Egipto de Nasser e a Índia de Nehru, ou seja, potencias não alinhadas com o conflito.

Contudo como cães amestrados os Europeus seguirão as normativas da N.A.T.O e a Rússia para não se ver isolada economicamente tomará favor do seu vizinho. E claro o rastilho de pólvora será sem dúvida o Irão e a ganância americana de se apoderar dos seus recursos energéticos.

Por último deixo-vos uma citação que salvo erro pertence a Séneca:

(...) A Guerra dá-se quando tiranos ricos enviam homens pobres para morrer a lutar contra outros pobres para obter o poder e a riqueza de outros tiranos ricos(...)

Cumps  
« Última modificação: Fevereiro 28, 2012, 12:01 pm por SportSimpatizante »
Há aqui alguns aspectos que estão a fugir ao bom discernimento de alguns.

Esta metodologia de tomarem partido uns por China e outros pelos E.U.A é um erro crasso dado que estamos a falar de duas superpotências imperialistas, uma de influencia comunista/capitalista e outra de influencia semi-democrática/capitalista.

Tanto uma como a outra são um mal em si e tentar procurar aliados entre um de dois males é ilógico, absurdo e direi mais estúpido!

A Europa tem que se reavaliar em si mesma, reunir as suas próprias forças e seguir um caminho à parte, através de politicas proteccionistas e de fair trade no sentido de impedir de ser esmagada pelos E.U.A e a China pelas suas guerras Económica, Financeira e Monetária... Sem dúvida que temos de procurar reagrupar para fora do jogo e deixá-los lutar um com o outro, isso é o que está verdadeiramente em causa. Porquê?

Porque neste momento se tentarmos enfrentar o mercado económico actual de igual para igual com a China, arriscamo-nos a destruir o Estado Social, as estruturas produtivas e industriais de toda a Europa; pois ninguém consegue enfrentar os mercados contra uma potência semi-esclavagista sem destruir a sua própria estrutura... E isto agrava-se quando do outro lado do atlântico, precisamente em Wall Street se vêem iniciativas que aproximam os E.U.A de um neo-feudalismo o que é deveras preocupante.


Neste preciso momento já estamos em marchas forçadas para uma terceira guerra mundial, uma guerra que a meu ver dada a disputa que existe pelos recursos energéticos ( principalmente petróleo) é inevitável, o que não é inevitável é a participação da Europa e da Rússia, nem nós Europeus, nem os Russos têm a ganhar caso tomem partido pelas duas superpotências em causa, muito pelo contrário, assumindo uma posição neutral poderiam recuperar a sua independência industrial, energética e produtiva; mas para isso seria necessário Líderes com uma visão mais ampla do panorama geoestratégico mundial, seriamos como foram a Jugoslávia de Tito, o Egipto de Nasser e a Índia de Nehru, ou seja, potencias não alinhadas com o conflito.

Contudo como cães amestrados os Europeus seguirão as normativas da N.A.T.O e a Rússia para não se ver isolada economicamente tomará favor do seu vizinho. E claro o rastilho de pólvora será sem dúvida o Irão e a ganância americana de se apoderar dos seus recursos energéticos.

Por último deixo-vos uma citação que salvo erro pertence a Séneca:

(...) A Guerra dá-se quando tiranos ricos enviam homens pobres para morrer a lutar contra outros pobres para obter o poder e a riqueza de outros tiranos ricos(...)

Cumps  

Pois, mas parece que os alemães ainda estão noutra... andam por aí muito contentes com o seu excedentário comercial e esquecem-se que aos poucos a Europa onde se incluem vai ficando no segundo pelotão.

Traduzindo para linguagem futebolística (como fez um economista alemão um pouco mais lúcido), a Alemanha anda toda contente porque vai em primeiro lugar na sua Bundesliga deixando muitos pontos de avanço em relação às outras equipas (Portugal, Grécia, etc) e nessa vaidosice toda parece ignorar que essa "competição interna" que fazem questão de vencer lhes retira capacidade para disputar a Liga dos Campeões, daqui a algum tempo deixam inclusivamente de ter "acesso directo" e ficam a ver a China, os EUA e os outros na jogatana uns com os outros. Se calhar ganhavam mais em pegar na "bundesliga" como um todo e trilhar um caminho mais sólido e mais bem sucedido.
A China é uma ameaça à Europa e aos EUA. Não é sensato tentar adocicar o regime e os objectivos deste, e é completamente parvo, ainda para se vier de um cidadão europeu ou norte-americano, ambicionar a China como mais importante, seja em que aspecto for, que os EUA ou a União Europeia.

Isso é mentira, a China não é ameaça para ninguém. És capaz de provar essa tua afirmação?

A China prejudica milhões de empresas e dezenas milhões de trabalhadores europeus quando desvaloriza artificialmente a sua moeda, permitindo que a sua economia ganhe uma vantagem ilegítima face às restantes economias. As empresas portuguesas do sector têxtil, entre muitos outros sectores económicos portugueses, sucumbiram perante que empresas de que país, principalmente?

Olha eu a pensar que tu eras a favor do mercado livre, da concorrencia etc etc etc.

A China é a potência em ascensão. A China de hoje é os EUA do pós-II Guerra Mundial, que tem com meta o lugar número um enquanto que a potência dominante (hoje, os EUA; então, o Império Britânico) sabe estar em irreversível declínio. Mas existe uma diferença muito importante que não pode nunca deixar de ser referida: é que os EUA, além de terem sido colocados no lugar número um do pódio de influências militar, política e económica por causa das guerras criadas pelos europeus, sempre tiveram um povo livre para os criticar, fazer recuar em determinado objectivo, fazer avançar, etc. A cobertura da Primavera Árabe foi limitadíssima, por exemplo.

Povo livre, quer dizer...

Povo livre caso não sejas negro (se fores o mais certo é estar de cana).

Povo livre caso não fosses comunista ou simpatizante (ou amigo do simpatizante) durante os anos 50, ou caso não fosses objector de consciência ou pacifista durante a Primeira Guerra Mundial.

Povo livre caso não sejas cubano, onde já nao tens o direito de negociar com ninguem no planeta, segundo os EUA.

Povo livre caso não sejas um dos emigrantes ilegais obrigados a vir procurar trabalho nos EUA, já que as condições são menos más que aquelas encontradas nos vários client-states da América Latina.

Povo livre caso não fosses um dos integrantes das variadíssimas tribos que ocupavam legitimamente os territórios roubados por o governo federal dos EUA. Se tivesses azar de pertencer aos largos milhões que se enquadravam neste grupo, tinhas acabado numa vala comum ou numa reserva árida.

A China, gostem ou não os chineses desta ideia, será obrigada a expandir a sua influência bem para lá das suas fronteiras terrestres, nem que seja pelas necessidades energéticas, enormes, do país. Não se constroem porta-aviões para se praticar uma política militar não-expansionista. Não se constroem bases de submarinos a distância pequena de outras potências para praticar uma política militar não-expansionista.

Tudo balelas, os chineses nao construiram nenhum porta avioes, limitaram-se a comprar um porta avioes em segunda mao aos russos, e provavelmente até está todo podre.

Já o faz. Influência não se limita a bases militares no estrangeiro.

Claro, vamos de imediato ignorar as mais de mil bases militares que os americanos possuem espalhadas pelo planeta.

A China tem uma presença económica forte em vários pontos do globo. Tem uma parte considerável da dívida norte-americana. É investidora número 1 em vários países do mundo, principalmente aqueles que partilham com ele o aspecto de não serem uma Democracia. A China coloca cada vez mais empresas na lista das mais poderosas do mundo. Das 3 mais valiosas empresas mundiais, 2 são chinesas. A China produz novos milionários como nunca antes se viu (500.000 só em 2010). O Estado Chinês privatiza cada vez mais empresas, com aproximadamente 80.000 empresas públicas vendidas entre o ano 1996 e 2003. O número actual deve ser muito superior. Tem em funções um departamento gigante dedicado a gerir as empresas públicas, que na China são ruinosas, à excepção das que representam o Estado nas economias estrangeiras.

Escreves, escreves mas nunca aqui colocas nada que comprove aquilo que dizes.

E podemos até referir um aspecto sem sequer mencionar a luta entre EUA e China. Historicamente, nunca uma potência em declínio aceitou pacificamente a sua substituição pela potência em ascensão. E é perfeitamente lógico a sua razão.

Mentira, o Reino Unido aceitou pacificamente a sua despromoção como super potencia mundial que resultou depois do final da Segunda Guerra Mundial.

Os interesses de um passam a complicar os interesses do outro. E antes que alguns mencionem a Guerra Fria, esse cenário não é possível de ser equiparado à relação entre EUA e China. A União Soviética tinha o seu mercado e a sua esfera de influência. Os EUA, igual. Ora bem, o mercado da China são os EUA e a União Europeia, e destes dois é a China, e por aí adiante. Nenhum conseguirá sobreviver, não sem sacrificar parte da sua economia, sem o outro.

Entao se sabes que assim é, porque razao andas sempre a escrever que temos que temer a China? Isso deve ser já fetiche com os uniformes a lá soviético. Quando te deparas com aquela estrelinha vermelha ficas logo cheio de calores!

Mas toda esta conjectura de a China se tornar no país mais poderoso do mundo pressupõe que tudo permanece como acontece agora. Quem nos garante que a China continua a crescer aos níveis que garantem a muito necessária criação líquida de 20 milhões de empregos por ano? Quem nos garante que a China não adoptará uma postura mais agressiva face à Taiwan? Quem nos garante que um qualquer problema entre pescadores chineses e japoneses não despoletará uma crise, mais uma, diplomática entre ambos? E aquele regime pérfido da Coreia do Norte que só existe porque tem apoio chinês?

Eu não confio, e nenhum outro adepto da democracia o conseguirá, num país que ainda tem num dos seus principais monumentos a fotografia de um psicopata como o Mao, apesar de todas as ideias dele terem sido atiradas para o lixo por Deng Xiaoping e substituídas pelas famosas offshores empresariais.

Muitos juraram que a China estaria imune, totalmente, à crise financeira de 2008. Afinal, não estava. Foi obrigada a criar um plano de relançamento da economia avaliado em 600 mil milhões de dólares. Os governos locais estão endividados até cair para o lado. O sector bancário chinês é dos mais ineficientes do mundo. O problema imobiliário chinês nunca será um problema por si só. Manifestar-se-á através da decadência do seu financiador, os governos regionais, que por sua vez foram financiados pelos bancos, que por sua vez foram financiados pelo Estado Chinês.

Os EUA tornaram-se número 1 mundial num mundo em crescimento económico. A China caminha esse objectivo com o mundo enterrado em problemas económicos e sociais. Sem um EUA fortes, a China não pode ambicionar nada, porque a sua economia está dependente daquele que é o seu principal cliente, os EUA. Não só os EUA são o principal cliente da China, como também são o seu principal investidor. E os principais mercados de exportação da China são países politicamente antagónicos ao regime chinês.

Tretas, a verdade é que a China ocupa uma enorme parte da única landmass do planeta que tem poder para fazer frente a outra grande landmass, os EUA. É por isso mesmo que os gringos estão a tentar cercar, tanto a China, como a Russia. Nao que pretendam invadir os dois países, mas sim mudar os actuais governos para versões de client-states domesticados.

E nem respondo a mais nada, porque tu só dás opiniões, factos é mentira.
Esqueçam isso, a solução para Grécia e consequentemente para a Europa, é o............................sudoku! :twisted:

https://www.particulares.santandertotta.pt/bepp/sanpt/financial/principal/news/story/?newsId=541113&cn=true

Eu até entendo o amigo do vitinho gaspar, ouvir a merdel não deve ser propriamente fácil. ::)
Hoje como sempre, tenho o FórumSCP na mente e o Sporting Clube de Portugal no coração!

Citação de: yazalde70
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Os EUA são a ameaça à segurança da China. E estamos numa situação de Guerra Fria. Devo mencionar, porque é importante para a UE, que, no limite, os EUA, no que toca à sua postura financeira, bancária, militar e petrolífera, também estão a ameaçar a UE. Estão por trás da destabilização do sistema bancário europeu.

Michel Chossudovsky




Para mim nada disto é novidade, os EUA dizem que são nossos aliados mas andam a canibalizar a Europa para manterem o nível de vida mais extravagante do planeta. É preciso ter em conta que, para todo mundo viver como nos EUA, fazia falta ter um planeta seis vezes e meia maior que a Terra.

Tal não vai acontecer, mas a seca que já se faz sentir em Portugal e até no sul de Inglaterra (e estamos no Inverno) juntamente com todos os outros efeitos do Aquecimento Global que iremos sentir nos próximos anos, são certamente uma das principais motivações da estratégia norte-americana. Ou seja, assegurar acesso, a todo custo, se necessário de todo o petróleo do planeta. Desde o "Sudão do Sul" (em estado-de-sitio) a Nigéria (também em estado-de-sítio, com constantes ataques "terroristas") até à Síria, onde continuam a fomentar uma rebelião sunni e ao que parece, aliados com a Al Qaeda. E quando cair o Assad, vão direitos ao Irão, que é o "prémio principal".


Quanto a deputada da "esquerda" parlamentar, ou seja, do PS, acho que fez muito bem em dizer o que lhe apeteceu, ou não estamos sempre a criticar que os deputados e demais políticos por nunca serem honestos?  ;)
Yazalde70, apesar da visão política do Chossudovsky, eu até concordo com muitas das coisas que ele referiu nessa entrevista.

Mas é importante não nos deixarmos eludir totalmente pelo que ele nos diz. Nessa mesma entrevista, ele apresenta a China como um país relativamente pacífico, que em 2000 anos de história, nunca saiu das suas fronteiras. Ora, todos nós sabemos que isso é uma falácia. Sem dúvida que é verdade que nunca atravessou oceanos e continentes para atacar ninguém, mas historicamente, grande parte dos países que fazem fronteira com a China, já foram atacados por eles. Assim como o Japão, depois de serem atacados é um facto, e Taiwan (embora este caso tenha alguma especificidades)!

Se não me engano, foi o Dunandan que já respondeu correctamente a tua afirmação. Em termos de política expansionista, não se podem comparar os chineses com os EUA, Rússia ou maioria dos países europeus.
Yazalde,

 :lol: :lol:

Vamos aos factos:

Programas militares da China:

http://www.reuters.com/article/2011/07/27/us-china-carrier-idUSTRE76Q1X120110727
http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/asia/china/1917167/Chinese-nuclear-submarine-base.html
http://www.reuters.com/article/2011/08/24/us-usa-china-idUSTRE77N5TY20110824
http://news.investors.com/article/522689/201003021423/chinas-military-turns-up-the-heat.htm
http://www.reuters.com/article/2011/03/04/us-china-defence-idUSTRE7230ZN20110304
http://www.uscc.gov/researchpapers/2004/china'snavyroute.htm
http://www.rediff.com/news/slide-show/slide-show-1-chinas-rise-gets-a-new-dimension-military-bases-abroad/20111223.htm
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story.jsp?id=news/awst/2011/01/03/AW_01_03_2011_p18-279564.xml&channel=defense
http://www.rand.org/news/press/2011/02/21/index1.html
http://nextbigfuture.com/2011/04/chinas-military-now-to-2020.html
http://www.peopleforum.cn/viewthread.php?tid=58390
http://web.archive.org/web/20090526192305/http://www.asahi.com/english/Herald-asahi/TKY200812310046.html
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_generic.jsp?channel=dti&id=news/dti/2011/01/01/DT_01_01_2011_p71-272520.xml

Pronto, já foi uma treta toda ao ar. Vamos às restantes. Destes programas (além de teres pouco conhecimento dos tempos verbais, já agora, porque eu nunca disse que a China tinha muitos porta-aviões, disse que os estava a construir, e está), portanto, esperam-se coisas "podres". E esse porta-aviões que tu dizes ser "podre" está a ser remodelado, melhorado e já é superior aos últimos porta-aviões do Reino Unido. De "podre" nada terá.

Citar
Olha eu a pensar que tu eras a favor do mercado livre, da concorrencia etc etc etc.

Mais uma mentira. Desde quando eu que eu defendi um mercado livre que permite competir com países com as condições da China? Vá, ficarei à espera. Não vais encontrar. Vais é encontrar é opiniões minhas a favor da melhoria das condições laborais chinesas.
Outra treta da tua parte atirada ao ar.

Já vai 2-0.

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Povo livre, quer dizer...

Povo livre caso não sejas negro (se fores o mais certo é estar de cana).

Povo livre caso não fosses comunista ou simpatizante (ou amigo do simpatizante) durante os anos 50, ou caso não fosses objector de consciência ou pacifista durante a Primeira Guerra Mundial.

Povo livre caso não sejas cubano, onde já nao tens o direito de negociar com ninguem no planeta, segundo os EUA.

Povo livre caso não sejas um dos emigrantes ilegais obrigados a vir procurar trabalho nos EUA, já que as condições são menos más que aquelas encontradas nos vários client-states da América Latina.

Povo livre caso não fosses um dos integrantes das variadíssimas tribos que ocupavam legitimamente os territórios roubados por o governo federal dos EUA. Se tivesses azar de pertencer aos largos milhões que se enquadravam neste grupo, tinhas acabado numa vala comum ou numa reserva árida.

Processo lógico-argumentativo altamente defeituoso, mas expectável que assim o seja.

Seguindo a tua muito peculiar lógica (chamemos-lhe lógica yazaldeana), nenhum país é democrata ou pode ser considerado como tal por causa de momentos negativos do seu passado. Portugal traficou escravos. A União Soviética executou centenas de milhares dos seus próprios cidadãos. Os Alemães assassinaram intencionalmente judeus. O Império Britânico reprimiu e chacinou comunidades inteiras. Portanto, não podemos falar de Portugal ou Inglaterra como sendo países democráticos.

Estamos a falar do presente. Nos EUA, tu podes formar um grupo político para defender seja o que for, até o impensável e o inútil. Podes escrever num cartaz uma ideia qualquer que tenhas e juntar-te a uma das muitas manifestações que todos os anos por lá ocorrem. Podes até difundir mentiras sobre o Obama (Fox News, não?) e tentar captar votos para o teu candidato, seja ele quem for. Podes ser Nazi, Supremacista Negro, Comunista, Anarquista, Satânico, até podes formar a tua religião, etc. Podes até, em pleno momento de homenagem aos veteranos de guerra, ir para a mesma e chamar terroristas e infiéis aos que morreram vestindo a farda do seu país.

Outro aspecto peculiar da tua lógica: afirmas que as condições de trabalho dos imigrantes ilegais nos EUA não são boas, então, se assim o é, por que procuram os ilegais ir trabalhar para os EUA? Estranho. É que o fluxo é dos países perto dos EUA para os EUA, e não dos EUA para os países próximos. Estranho x2.

Cuba não pode negociar com ninguém do planeta? Não sabia. Inventaste esta treta quando?

Sobre as tribos, aí tens razão, mas isso aconteceu no passado. E foi vergonhoso. Foi tão mau quanto um dos muitos genocídios - sim, foi um genocídio - do Século XX. E os EUA fizeram muito mais do que isso. E não o devemos esquecer.

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Claro, vamos de imediato ignorar as mais de mil bases militares que os americanos possuem espalhadas pelo planeta.

Não disse que devemos ignorar a forte presença militar norte-americana no estrangeiro, pelo que não entendo essa referência. Escrevi que a guerra moderna não se cinge a bases militares em território externo. E é verdade.

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Escreves, escreves mas nunca aqui colocas nada que comprove aquilo que dizes [sobre dados económicos da China].

Além de ser mentira que eu "nunca" coloco provas do que escrevo, vamos então, mais uma vez, aos factos. Eu percebo esta curta referência. Como não gostas dos factos, é melhor tentar - só isso, tentar - lançar sobre quem escreve a ideia de que está a congeminar dados que suportem o seu ponto de vista.

Programa económico chinês de resposta à crise financeira de 2008:

http://www.nytimes.com/2008/11/09/business/worldbusiness/09iht-yuan.4.17664544.html
http://www.nytimes.com/2008/11/10/world/asia/10iht-10china.17673270.html
http://www.businessweek.com/globalbiz/content/apr2009/gb20090422_793026.htm
http://english.people.com.cn/90001/90778/90862/6806312.html
http://www.usatoday.com/money/world/2008-11-11-China_N.htm
http://www.economist.com/node/12585407



Privatizações na China e o crescimento da economia não-estatal:

http://knowledge.wharton.upenn.edu/article.cfm?articleid=1472
http://english.cctv.com/program/bizchina/20090927/101438.shtml
http://www.businessweek.com/magazine/content/05_34/b3948478.htm

Novos-milionários chineses:

http://www.bloomberg.com/news/2011-05-31/china-s-millionaires-jump-past-one-million-on-savings-growth.html
http://blogs.wsj.com/wealth/2007/11/02/the-new-chinese-millionaires/
http://www.efinancialnews.com/story/2011-04-13/more-chinese-millionaires-than-ever

Investimento Chinês em países estrangeiros:

https://www.chinabusinessreview.com/public/0909/intro.html
http://english.peopledaily.com.cn/200401/07/eng20040107_132003.shtml
http://www.nytimes.com/2009/07/21/business/global/21inside.html?pagewanted=all
http://www.ogilvy.com/News/Press-Releases/May-2011-Asia-Society-Study-on-Chinese-Direct-Investment-Abroad.aspx
http://jp.fujitsu.com/group/fri/en/economic/publications/report/2005/report-232.html

Divida local chinesa e os problemas terríveis que pode provocar:

http://blogs.ft.com/beyond-brics/2011/10/14/guest-post-chinas-local-debt-problems-the-next-europe/#axzz1nhLf2oP7
http://www.reuters.com/article/2011/10/10/us-china-debt-idUSTRE79901L20111010
http://english.people.com.cn/102780/7615685.html
http://www.reuters.com/article/2011/07/05/us-china-debt-moodys-idUSTRE7640EN20110705
http://www.cnbc.com/id/43639266/Why_China_s_Local_Government_Debt_Is_So_Scary
http://the-diplomat.com/2011/07/05/china%E2%80%99s-ticking-debt-bomb/
http://www.bbc.co.uk/news/business-13930251
http://www.chinadaily.com.cn/bizchina/2011-08/26/content_13198891.htm


Yuan artificialmente desvalorizado (e começo com um link do The Guardian):

http://www.guardian.co.uk/business/economics-blog/2011/dec/08/china-yuan-fall
http://money.cnn.com/2010/11/10/news/economy/what_is_currency_manipulation/index.htm
http://articles.businessinsider.com/2010-05-19/markets/29973236_1_greek-crisis-international-trade-yuan

Pronto, aí estão os teus dados.

Citar
Mentira, o Reino Unido aceitou pacificamente a sua despromoção como super potencia mundial que resultou depois do final da Segunda Guerra Mundial.

Aceitou pacificamente? Mas a sua despromoção aconteceu porquê? II Guerra Mundial, conflito entre uma potência, a Alemanha Nazi, e outra, o Reino Unido/Império Britânico. O Império Britânico terminou por causa de uma guerra, não por um crescimento natural de um outro país. E a própria ascensão dos EUA se deve à sua intervenção na II Guerra Mundial. Sem II Guerra Mundial, o Império Britânico não teria terminado, pelo menos quando de facto aconteceu. E até parece que o Reino Unido não teve problemas para resolver imediatamente após a II Guerra Mundial. Pacificamente substituída? Pois. Se esquecermos a II Guerra Mundial e os pequenos conflitos daí consequentes, só pode.

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Entao se sabes que assim é, porque razao andas sempre a escrever que temos que temer a China? Isso deve ser já fetiche com os uniformes a lá soviético. Quando te deparas com aquela estrelinha vermelha ficas logo cheio de calores!

Devemos temer a China contemporânea. Sem qualquer dúvida sobre isso. Uma China com as características políticas e económicas de hoje é uma ameaça ao restante mundo. Mas representa também uma oportunidade. Mas essa oportunidade não passará disso mesmo sem reformas políticas.

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Tretas, a verdade é que a China ocupa uma enorme parte da única landmass do planeta que tem poder para fazer frente a outra grande landmass, os EUA. É por isso mesmo que os gringos estão a tentar cercar, tanto a China, como a Russia. Nao que pretendam invadir os dois países, mas sim mudar os actuais governos para versões de client-states domesticados.

Mas eu alguma vez disse que a China não tem capacidade para fazer frente aos EUA? A Rússia também o tem. E a Índia ainda tem mais do que esta última. Mas que a concorrência entre nações ocorra de forma justa - algo que eu sempre defendi, não só em questões políticas como económicas. As democracias devem competir entre si, e por isso é que eu sempre defendi a União Europeia como Federação Europeia, porque nos permitiria ser mais fortes em relação aos EUA e China.

Citar
E nem respondo a mais nada, porque tu só dás opiniões, factos é mentira.

Eu, no teu lugar, faria o mesmo. Acabaste de levar uma espécie de 7-1 argumentativo. E o 1 é uma oferta minha.

A China não é uma potência para daqui a 15 ou 20 anos.

« Última modificação: Fevereiro 28, 2012, 19:01 pm por Chev Chelios »
 :idea:  Já percebi porque é que o @Daniel não diz nada sobre o que o governo "dele" tem feito, está preocupado com a ameaça chinesa  :twisted:



«Ao que parece, uma milícia alemã, alegadamente armada, foi contratada para reprimir e furar uma greve com bloqueio, na Bélgica
(...)A suspensão da democracia e o ataque à histórica conquista do direito à greve mal foi notícia na Bélgica e na Alemanha, onde tudo se passou e de onde os mercenários são oriundos, e está a ser completamente silenciada na maioria dos países da Europa, sobretudo onde o resultado das greves tem tido maior impacto e várias são as que têm vindo a fazer frente à austeridade.»
http://5dias.net/2012/02/28/suspenderam-a-democracia-sem-honras-de-telejornal-pelo-sim-pelo-nao-a-cgtp-devia-armar-os-piquetes-na-proxima-greve-geral/
Na comunicação social dita livre e plural ainda não se ouviu um piu.

The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul
 :idea:  Já percebi porque é que o @Daniel não diz nada sobre o que o governo "dele" tem feito, está preocupado com a ameaça chinesa  :twisted:



«Ao que parece, uma milícia alemã, alegadamente armada, foi contratada para reprimir e furar uma greve com bloqueio, na Bélgica
(...)A suspensão da democracia e o ataque à histórica conquista do direito à greve mal foi notícia na Bélgica e na Alemanha, onde tudo se passou e de onde os mercenários são oriundos, e está a ser completamente silenciada na maioria dos países da Europa, sobretudo onde o resultado das greves tem tido maior impacto e várias são as que têm vindo a fazer frente à austeridade.»
http://5dias.net/2012/02/28/suspenderam-a-democracia-sem-honras-de-telejornal-pelo-sim-pelo-nao-a-cgtp-devia-armar-os-piquetes-na-proxima-greve-geral/
Na comunicação social dita livre e plural ainda não se ouviu um piu.

O "meu" governo faz o que pode (até é meu, porque pago impostos). Não faz tudo bem, não faz tudo mal. Mas responde como melhor sabe, que pode muito bem ser pouco. Não subscrevo tudo o que este governo faz apenas porque votei no PSD. Não tenho, felizmente, o problema de me sentir obrigado a bater palmas a tudo o que o meu partido faz ou não faz. Sou contra qualquer aumento de impostos à classe média, mas defendo um IRS mais alto para os dois últimos escalões. Entre outras ideias, mas eu não governo. Nem mais um cêntimo tanto para a banca como para as empresas públicas.

Para quem é sempre do contra, é fácil criticar quem governa. Há quem saiba que a oposição é o seu único caminho. Daí que falem em chamar a rua para fazer cair o poder. Há quem convoque greves e as denomine "gerais", quando são tudo menos isso.

Esse tipo do meio faz parte dessas milícias? Ninguém foi preso? Quem contratou esses mercenários?

Isso é nojento, de facto. Faz lembrar aqueles piquetes que ameaçam - e muito mais  - os trabalhadores que não querem fazer greve. A UGT é hoje tida como traidora, porque assinou o acordo que negociou com o governo. Não faltam, seguindo essa mesma linha de pensamento, sindicatos traidores por essa Europa fora.

Lisbon, certamente o deves saber, então elucida-me: o que queria a CGTP da reunião de concertação social com o governo? Que medidas concretas tinha em mente para apresentar ao governo? E o que estava o sindicato disposto a dar em troca? Só mais uma coisa: o PCP, neste preciso momento, defende o quê relativamente ao Euro e à dívida? Default total, parcial, Portugal fica no Euro, sai? Quero realmente saber, a sério, não estou a ser sarcástico. Só vejo, de todos os partidos, não a isto, não àquilo, que isto é mau, que o outro não presta.

O Krugman foi muitas vezes citado neste fórum sob pretexto de as medidas de austeridade não funcionarem. Ele esteve recentemente em Portugal. Quem outrora o citou não quer fazer a simpatia de nos poder dizer o que ele disse sobre Portugal?

Ou já não presta?

Estou a torcer sinceramente pela vitória da Esquerda anti-Troika na Grécia. Espero que este governo grego não adie as eleições ou que a UE de alguma forma se intrometa. Que outros nos possam ensinar caminhos alternativos ao que Portugal e outros vivem.
« Última modificação: Fevereiro 28, 2012, 21:20 pm por Chev Chelios »
Voltaste a não comentar, não disseste nadinha sobre o que oteu governo, digo teu porque votaste neles, faz só um vago "ah e tal não bato palmas a tudo" e depois dás a entender que dizes ámen ao "acordo" assinado pela UGT.

O que o governo faz é tudo o que pode para ajudar os amigos, isso sim. Caramba, ainda não apresentaram uma única medida que tenha em vista crescimento económico, NEM UMA! Depois, cinicamente, dizem publicamente  que o fim da crise está ao virar da esquina ao mesmo tempo que publicam de surra documentos onde prevêem crescimento negativo ou anémico e desemprego elevado para os próximos 30 anos!

Se apelidas de meros "partidos de oposição" a esquerda que até é quem apresenta mais propostas na AR ao PSD/CDS e PS chamas o quê, partidos gémeos, os partidos da banca ou será partidos da corrupção? :inde:

Mas a UGT (que nunca te ouvi criticar) negociou o quê, que negociação houve?! epá, se há negociação há cedências de parte a parte, diz-me lá que foi que os trabalhadores sindicalizados na UGT conseguiram em troca?

Mas em que ficamos criticas a esquerda e depois não fazes ideia do que defendem?
http://www.tvi24.iol.pt/politica/pcp-bloco-de-esquerda-jeronimo-de-sousa-francisco-louca-divida-tvi24/1290852-4072.html
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1865499

Engraçado como agora tu e a direita já dão a entender que "ah afinal Krugman é um porreiraço, granda visionário! então, agora a esquerdalhada não pia?".
repito (em bold a ver se pega  :mrgreen:) o custo do factor trabalho é em média muito inferior aos outros factores como a energia ou custo de transportes. se cortássemos os salários em 30% não compensava o aumento do custo da electricidade de 2011!
o que faz a direita (ps incluído, claro)? acaba com as SCUT (que até sai mais caro Estado), faz disparar os custos da electricidade e aplaude a privatização/"nacionalização chinesa" da EDP e REN e a liberalização da energia garantindo perda de receitas para o Estado, criação de mais um monopólio privado para os amigos e previsíveis novos aumentos nos custos eléctricos.

edit
os piquetes são legais e até impediram  que por exemplo os CTT fugissem à lei aquando da greve geral de 2010. já os bandos armados de trauliteiros são proibidos.
não posso afirmar categoricamente que seja, até porque escandalosamente pouco ou nada há na comunicação social. mas nenhum deles me parece polícia.

edit 2
Pelo que dizem o equivalente grego ao PS praticamente desaparece. A meu ver o grande desafio será a esquerda unir-se
« Última modificação: Fevereiro 28, 2012, 22:51 pm por LISBON1906 »

The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul
"França: imposturas republicanas



A pré-campanha para as presidenciais francesas atingiu o rubro. A 5ª República, regime nascido de um golpe de Estado, dos impulsos cesaristas de de Gaulle e decalcado da nostalgia da monarquia, parece ter atingido a fase que precede a morte. A França é um complexo problema e parece reunir o catálogo completo da crise sistémica - económica, institucional, social e cultural - que ameaça transformar a Europa do Euro, a Europa da União e, sobretudo, a Europa do Tratado de Lisboa, num caso perdido. Ora, em momentos de crise, a história di-lo, importa que as elites, por elementar assunção de bom-senso, se abram e concedam o benefício da dúvida a novas soluções de governança; ou seja, que se adaptem para evitar a ruptura.

Ao invés de corrigir, rever e reformar, a casta política que vive no poder e do poder há mais de meio século, cerra fileiras para defender a continuidade de algo que falhou estrepitosamente. A Europa é, desde há dez anos, a região do planeta que menor crescimento conhece. A globalização, que um certo messianismo quis apresentar como solução para uma nova ordem mundial, destruiu as fronteiras económicas, a competitividade, os produtores e o tecido empresarial, destruiu a estabilidade social e capitulou perante poderes e interesses estranhos ao continente, às nações e aos cidadãos. É elemento de toda a evidência que o sistema político democrático corre perigo, pois as tensões a que se submete são de tal modo graves que a aparência de ordem hoje existente pode romper-se a qualquer instante. O tão gabado grande consenso ao centro, a lenta desaparição da direita e da esquerda e a aceitação do "fim das ideologias" teve como consequência o que todos sabemos. A política escorraçou a inteligência e a cultura. O divórcio entre a sociedade e os políticos tornou-se tão insuportável, que o continente - todo o continente - é governado por gente que há trinta anos não mais poderia aspirar que um ignoto lugarzinho numa qualquer secretaria de junta de freguesia. A morte dos homens de Estado e a sua substituição pelos homúnculos que nos invadem as pantalhas diz isso mesmo: a Europa já não tem liderança. Não havendo liderança, não há ordem, nem exemplo, nem rumo.

É humano que quem detém o poder procure por todos os meios mantê-lo; que quem vive exclusivamente da vida política, dos partidos e das escandalosas regalias e privilégios que tal ocupação proporciona, nada mais sabendo fazer senão política no sentido menos nobre do termo, se queira agarrar a esses privilégios, às sinecuras e a vantagens proporcionadas por redes de amiguismo e enriquecimento sem trabalho. Perante o desastre, a casta dirigente cerra fileiras, mas não quer mudar. Recorre a artifícios legais, legisla contra o interesse da população transformada em passiva espectadora, tenta por todas as formas impedir o acesso de novos competidores. A França está a fazê-lo. Já não bastava a lei eleitoral iníqua, que trata de escorraçar a representação proporcional mediante eleições a duas voltas e agora exige-se aos candidatos à presidência a exibição de 500 assinaturas de presidentes de câmara. É a serpente a morder a sua própria cauda. Como pode um regime reclamar-se democrático - isto é, que aceita a soberania popular e a iniciativa dos cidadãos - aferrando-se a um dispositivo de selecção que coloca o sim e o não nas mãos da casta política que não aceita discutir nem pensar fora das regras que ela mesmo instituiu para justificar o poder que não quer abandonar?

Que saudades da velha monarquia, onde havia os Estados Gerais, o poder dos parlamentos regionais que Paris temia, a força  das ordens profissionais independentes, intermediação entre o Estado e a sociedade mas, sobretudo um sistema meritocrático - aberto, limpo - que permitia a ascensão social dos indivíduos capazes. A tricolor, na expressão que os constituintes de 1789 lhe quiseram dar - o azul da França de Carlos Magno, o vermelho de Paris e o branco do Rei; ou seja, a nação, o Estado e o Rei - transformou-se numa mera e irreconciliável justaposição de interesses. Sem Rei, o Estado passou a ser Paris e um dos grupos que antes ocupava o poder - a nobreza togada - passou a disputar o lugar do Rei, árbitro independente. Fazem cada vez mais sentido as velhas dicotomias entre a França legal e a França real, a maioria política e a maioria silenciosa. As democracias ainda não viram que a única república possível é a resultante da existência de uma Coroa ?

A propósito do desecanto, das mentiras, embustes, trapaças, manipulações que França se vão fazendo em nome da democracia, um cómico registo da reacção de uma candidata ao Eliseu - Marine Le Pen, bem mais contida nos gestos e palavras que o brutamontes do pai - a propósito das promessas recentemente feitas por Sarkozy sobre uma vaga reforma social e política.


"


"O ser humano será o único animal que procura voluntariamente a servidão para se furtar ao dom que o distingue da restante criação: a inteligência." (Miguel Castelo Branco)
A obsessão do crescimento económico e as dívidas de juros impossíveis de pagar.

Nos tempos que correm tenho ouvido cada vez mais na necessidade imprescindível das nações em recessão económica grave de atingirem níveis de crescimento económico a rondar os 5% ao ano nos próximos 10 anos só para poderem pagar os JUROS das suas dívidas e começo a relembrar que em boa aritmética tanto a Grécia, Portugal, Irlanda e boa parte dos países ditos "endividados" e mal governados em boa verdade já pagaram só em juros 10 vezes mais o montante da dívida original e durante anos e anos foram incentivados com juros baixos a pedirem mais e mais dinheiro emprestado para desenvolverem os seus países...

Houveram negociatas, houveram! Houveram derrapagens, também! Corrupção, sim em grande escala! E quem contribuiu para isso, a entidade que emprestou (corruptor) o dinheiro com incentivos de fazer dinheiro por dinheiro sem que este estivesse associado a nenhuma riqueza real! E o (corrompido) que com sede de poder se deixo comprar mesmo antes das eleições começarem, promovendo e aceitando obras inúteis em detrimento de estruturas essenciais para o desenvolvimento sustentado da nação. Se formos a desconstruir o que compõem as dívidas soberanas iríamos verificar que a crise financeira foi fabricada para destruir a classe média, usando os governos políticos para legitimar o saque de bens e instituições públicas para mãos de privados.

Vou mencionar o óbvio desemprego, pobreza, emigração tudo resultantes da perda de soberania e independência dos povos, estamos a assistir sem dúvida ao ressurgimento do feudalismo em que os Banqueiros e Multinacionais Mundiais absorvem toda a riqueza real através da força do que eu chamo papel higiénico impresso... O resultado será óbvio quando o desemprego atingir valores insustentáveis na ordem dos 35% a 40% da população activa, veremos o ressurgimento do nacionalismo, fascismo e comunismo e a sede de destruir os representantes do feudalismo bancário será o combustível para as revoltas internas de cada uma das nações, entretanto pelo meio os Media têm conseguido com já sem tão bons resultados distrair a população do que se está passar, assim os "senhores do mundo" vêem necessária a 3ª Guerra Mundial como uma forma de salvaguardarem o seu estatuto e riqueza, mantendo a plebe no seu devido lugar, com os seus números controlados e ordeira.         

Se acham que estou a exagerar digam-me qual foi o caso de sucesso do FMI em que a nação ficou melhor e recuperou a sua economia?

Antes desta intervenção do FMI, Portugal já tinha passado por 2 época pós 25 de Abril, e o que salvou o país foram dádivas de países amigos que emprestaram dinheiro sem juros e a entrada para a União Europeia. Toda a actividade do FMI a nível mundial deixou sempre um rasto de desemprego, pobreza, miséria e privatizações... É só isso que eles sabem fazer à e é claro cobrar juros dos empréstimos que fazem... Vejam a seguinte lógica Portugal é membro do FMI com as quotas em dia e em vez de chegar lá e pedir o seu dinheiro pede um empréstimo com os juros que o FMI decide e aplicando as medidas de empobrecimento nacional requeridas e não pode piar sobre o dinheiro que deixou empatado no FMI.

Cumps

E esse porta-aviões que tu dizes ser "podre" está a ser remodelado, melhorado e já é superior aos últimos porta-aviões do Reino Unido. De "podre" nada terá.

É superior de certeza, pois o Reino Unido neste momento não tem porta aviões nenhum.

Nao percebo o que pretendes provar com todos esses links, toda a gente sabe que a China tem um exercito com mais de um milhão de soldados. O que todos também sabemos é que a China nao anda a invadir ninguém, nem sequer tem bases militares fora das suas fronteiras.


Citação de: yazalde70
Olha eu a pensar que tu eras a favor do mercado livre, da concorrência etc etc etc.

Mais uma mentira. Desde quando eu que eu defendi um mercado livre que permite competir com países com as condições da China? Vá, ficarei à espera. Não vais encontrar. Vais é encontrar é opiniões minhas a favor da melhoria das condições laborais chinesas.
Outra treta da tua parte atirada ao ar.

Já vai 2-0.

O que não vou encontrar é opiniões tuas a favor da melhoria das condições laborais portuguesas ou inglesas...Estranho, não é?
E mesmo que eventualmente as encontrasse, de nada serviriam, pois o teu conhecido suporte por as medidas neoliberais, bancos e demais formas de exploração do trabalhador pelo capital, igualavam o resultado.

É muito fácil ser a favor de melhor condições de trabalho na China, eu queria ver-te era a pedir o mesmo para as empresas onde tens obrigação moral de interferir. Ou seja, as empresas do(s) pais(es) a que estejas ligado.

Fica 2-2, portanto

Citação de: yazalde70
Povo livre, quer dizer...

Povo livre caso não sejas negro (se fores o mais certo é estar de cana).

Povo livre caso não fosses comunista ou simpatizante (ou amigo do simpatizante) durante os anos 50, ou caso não fosses objector de consciência ou pacifista durante a Primeira Guerra Mundial.

Povo livre caso não sejas cubano, onde já nao tens o direito de negociar com ninguem no planeta, segundo os EUA.

Povo livre caso não sejas um dos emigrantes ilegais obrigados a vir procurar trabalho nos EUA, já que as condições são menos más que aquelas encontradas nos vários client-states da América Latina.

Povo livre caso não fosses um dos integrantes das variadíssimas tribos que ocupavam legitimamente os territórios roubados por o governo federal dos EUA. Se tivesses azar de pertencer aos largos milhões que se enquadravam neste grupo, tinhas acabado numa vala comum ou numa reserva árida.

Processo lógico-argumentativo altamente defeituoso, mas expectável que assim o seja.

Seguindo a tua muito peculiar lógica (chamemos-lhe lógica yazaldeana), nenhum país é democrata ou pode ser considerado como tal por causa de momentos negativos do seu passado. Portugal traficou escravos. A União Soviética executou centenas de milhares dos seus próprios cidadãos. Os Alemães assassinaram intencionalmente judeus. O Império Britânico reprimiu e chacinou comunidades inteiras. Portanto, não podemos falar de Portugal ou Inglaterra como sendo países democráticos.

Estamos a falar do presente. Nos EUA, tu podes formar um grupo político para defender seja o que for, até o impensável e o inútil. Podes escrever num cartaz uma ideia qualquer que tenhas e juntar-te a uma das muitas manifestações que todos os anos por lá ocorrem. Podes até difundir mentiras sobre o Obama (Fox News, não?) e tentar captar votos para o teu candidato, seja ele quem for. Podes ser Nazi, Supremacista Negro, Comunista, Anarquista, Satânico, até podes formar a tua religião, etc. Podes até, em pleno momento de homenagem aos veteranos de guerra, ir para a mesma e chamar terroristas e infiéis aos que morreram vestindo a farda do seu país.

Outro aspecto peculiar da tua lógica: afirmas que as condições de trabalho dos imigrantes ilegais nos EUA não são boas, então, se assim o é, por que procuram os ilegais ir trabalhar para os EUA? Estranho. É que o fluxo é dos países perto dos EUA para os EUA, e não dos EUA para os países próximos. Estranho x2.

Cuba não pode negociar com ninguém do planeta? Não sabia. Inventaste esta treta quando?

Sobre as tribos, aí tens razão, mas isso aconteceu no passado. E foi vergonhoso. Foi tão mau quanto um dos muitos genocídios - sim, foi um genocídio - do Século XX. E os EUA fizeram muito mais do que isso. E não o devemos esquecer.

A minha lógica, a que tu chamas defeituosa, não me concede a arrogância de inventar e nomear uma lógica que passo atribuir ao meu parceiro de debate, para que depois comece triunfalmente a destruir os argumentos que me deu na gana atribuir-lhe.

Ter liberdade de expressão não quer dizer que sejas livre. Até podes ser mais livre nos EUA que na maioria dos outros países, mas nao que dizer na mesma que sejas "livre". Parece-me que tu tens um conceito de liberdade defeituoso, se calhar é por pensares que todos nascem num berço de ouro.

Talvez não saibas (provavelmente ocupado com os direitos laborais chineses) mas nos EUA, actualmente, ainda existem muitos nativos expropriados das suas terras, a viver em reservas áridas, continua haver muitos emigrantes ilegais que foram obrigados a deixar os seus países na América Latina devido acordos como NAFTA, continuam a existir uma enorme proporção de afro-americanos presos por meia dúzia de gramas de erva, enquanto um caucasiano empregado em Wall St é capaz de sair da esquadra com uma pequena slap on the wrists depois de ser apanhado a snifar gramas de coca dos peitos artificiais de uma prostituta.

Claro que tudo isto diminui de importância quando comparado com os direitos laborais dos chineses, isso sim que é algo que nos diz respeito, está mesmo aqui ao lado e nós até nos fartamos de consumir cultura chinesa, praticamente todo o filme que passa na televisão é chinês, a musica que ouvimos é chinesa, temos um tratado militar com a China, sendo até os nossos mais fortes aliados, correto?

Cuba não pode negociar com nenhuma empresa que pretenda continuar a negociar com os EUA. É natural que tu, extremamente interessado na tribulações do proletário chinês, ainda não te tenhas apercebido do que vai ali na Caraíbas, mas assim é!

Deixa-me só tentar distrair-te do teu infindável combate contra o patronato chinês com esta pequena citação. 

Citar
In November 8, 2005. For the 14th straight year, the UN General Assembly votes to end the US embargo against Cuba. The vote is 182 in favor, 4 against (US, Israel, the Marshall Islands, Palau) and 1 abstention (Micronesia).


Artigo publicado aqui

Se precisares de mais informações sobre o embargo a Cuba, que na verdade tem sido relativamente relaxado  por Obama, assim que conseguires uma oportunidade de escapar a terrível pressão que o capital mundial exerce sobre o proletariado chinês, terei todo gosto em ajudar-te, camarada!



Citação de: yazalde70
Claro, vamos de imediato ignorar as mais de mil bases militares que os americanos possuem espalhadas pelo planeta.

Não disse que devemos ignorar a forte presença militar norte-americana no estrangeiro, pelo que não entendo essa referência. Escrevi que a guerra moderna não se cinge a bases militares em território externo. E é verdade.

Estavas a querer pintar a China como uma enorme ameaça ao Ocidente, limitei-me a chamar-te atenção para se passar exactamente o contrario, já desde as Guerras do Ópio.

Mas tens razão quando dizes que a guerra moderna não se cinge a bases militares no teu império global, perdão, no estrangeiro, já que hoje em dia os militares norte-americanos já podem ficar confortavelmente na sua base no deserto do Nevada, enquanto os seus drones bombardeiam indiscriminadamente 7,500 milhas de distancia no Paquistão ou Afeganistão.



Citação de: yazalde70
Escreves, escreves mas nunca aqui colocas nada que comprove aquilo que dizes [sobre dados económicos da China].

Além de ser mentira que eu "nunca" coloco provas do que escrevo, vamos então, mais uma vez, aos factos. Eu percebo esta curta referência. Como não gostas dos factos, é melhor tentar - só isso, tentar - lançar sobre quem escreve a ideia de que está a congeminar dados que suportem o seu ponto de vista.

És tu quem tenta ofuscar os factos ao aqui colocar links ao quilo, pois assim fiquei sem perceber que parte das tuas afirmacoes é que pretendes validar e com que links o pretendes fazer. Vê como eu fiz acima, ficas logo a perceber ao que me refiro.

Nao te parece que assim estaria melhor? Repara como fiz com a palavra indiscriminadamente. Dessa maneira todos percebemos ao que te referes e com que artigos queres basear as tuas afirmações.



Citação de: yazalde70
Mentira, o Reino Unido aceitou pacificamente a sua despromoção como super potencia mundial que resultou depois do final da Segunda Guerra Mundial.

Aceitou pacificamente? Mas a sua despromoção aconteceu porquê? II Guerra Mundial, conflito entre uma potência, a Alemanha Nazi, e outra, o Reino Unido/Império Britânico. O Império Britânico terminou por causa de uma guerra, não por um crescimento natural de um outro país. E a própria ascensão dos EUA se deve à sua intervenção na II Guerra Mundial. Sem II Guerra Mundial, o Império Britânico não teria terminado, pelo menos quando de facto aconteceu. E até parece que o Reino Unido não teve problemas para resolver imediatamente após a II Guerra Mundial. Pacificamente substituída? Pois. Se esquecermos a II Guerra Mundial e os pequenos conflitos daí consequentes, só pode.

Que eu saiba o Reino Unido nunca entrou em guerra com os EUA depois da Segunda Guerra Mundial, e como perdeu o seu imperio para os EUA, é portanto para mim possivel afirmar que aceitou a perca do seu imperio pacificamente.

Mais um pormenor, não se pode fazer afirmações como a que está a bold, pois nem tu nem eu temos bolas de cristal nem maquinas do tempo.

Citação de: yazalde70
Entao se sabes que assim é, porque razao andas sempre a escrever que temos que temer a China? Isso deve ser já fetiche com os uniformes a lá soviético. Quando te deparas com aquela estrelinha vermelha ficas logo cheio de calores!

Devemos temer a China contemporânea. Sem qualquer dúvida sobre isso. Uma China com as características políticas e económicas de hoje é uma ameaça ao restante mundo. Mas representa também uma oportunidade. Mas essa oportunidade não passará disso mesmo sem reformas políticas.

Pois eu sou da opinião que devemos temer mais um pais com mais de mil bases militares espalhadas pelo mundo, do que um outro que leva quase dois mil anos sem sair das suas fronteiras (contando já com escaramuças como a do Tibet), ou já viste os chineses a irem atacar algum pais na America do Sul, por exemplo? É que eu lembro-me de, pelo menos duas guerras onde os EUA invadiram países que tinham fronteiras com a China, o Afeganistão e o Vietname, para nem contar a vergonha dos bombardeamentos no Laos e os terrores do Cambodja, onde para desconhecimento de muitas das viuvas-virgens que fazem de cheerleaders do capitalismo, os EUA ajudaram financeira e militarmente o regime de Pol Pot.
 




Citação de: yazalde70
Tretas, a verdade é que a China ocupa uma enorme parte da única landmass do planeta que tem poder para fazer frente a outra grande landmass, os EUA. É por isso mesmo que os gringos estão a tentar cercar, tanto a China, como a Russia. Nao que pretendam invadir os dois países, mas sim mudar os actuais governos para versões de client-states domesticados.

Mas eu alguma vez disse que a China não tem capacidade para fazer frente aos EUA? A Rússia também o tem. E a Índia ainda tem mais do que esta última. Mas que a concorrência entre nações ocorra de forma justa - algo que eu sempre defendi, não só em questões políticas como económicas. As democracias devem competir entre si, e por isso é que eu sempre defendi a União Europeia como Federação Europeia, porque nos permitiria ser mais fortes em relação aos EUA e China.

Mas eu alguma vez disse que tu disseste que a China nao tem capacidade para fazer frente aos EUA? Por acaso até nao tem, pelo menos em termos ofensivos, militarmente falando, mas pronto, convém sempre aos cold-warriors arranjar um novo bicho papão.

Citação de: yazalde70
E nem respondo a mais nada, porque tu só dás opiniões, factos é mentira.

Eu, no teu lugar, faria o mesmo. Acabaste de levar uma espécie de 7-1 argumentativo. E o 1 é uma oferta minha.

 :boohoo: Yawn!! Eu assim também ganhava sempre, jogas pelas tuas regras, sozinho, em casa e ainda compras o arbitro.

Fica bem Daniel, obrigado por este bocadinho!

:beer:
De acordo com estes moços, o porta-aviões chinês não chega nem de longe nem de perto para fazer cócegas a qualquer grupo de batalha dos EUA:

http://www.wired.com/dangerroom/2011/06/relax-chinas-first-aircraft-carrier-is-a-piece-of-junk/all/1

O que a China quer fazer, pacientemente é poder expandir a sua capacidade aérea para melhor controlar todo o imenso oceano que banha a sua orla marítima e de alguma forma, equilibrar as odds para o seu lado...

O problema é que para conseguir tal desiderato, terá de evoluir imenso tecnologicamente, algo que levará o seu tempo... Mas se há recurso que abunda por aqueles lados, é mesmo a paciência...  8)


"O ser humano será o único animal que procura voluntariamente a servidão para se furtar ao dom que o distingue da restante criação: a inteligência." (Miguel Castelo Branco)
De acordo com estes moços, o porta-aviões chinês não chega nem de longe nem de perto para fazer cócegas a qualquer grupo de batalha dos EUA:

http://www.wired.com/dangerroom/2011/06/relax-chinas-first-aircraft-carrier-is-a-piece-of-junk/all/1

O que a China quer fazer, pacientemente é poder expandir a sua capacidade aérea para melhor controlar todo o imenso oceano que banha a sua orla marítima e de alguma forma, equilibrar as odds para o seu lado...

O problema é que para conseguir tal desiderato, terá de evoluir imenso tecnologicamente, algo que levará o seu tempo... Mas se há recurso que abunda por aqueles lados, é mesmo a paciência...  8)

 :arrow: Nem mais.

E como bem observaste, não é crime querer defender as suas fronteiras.
 Uma coisa os teólogos do Capital, como aqui o nosso amigo Chev Chelios, não podem negar: este caminho de austeridade sobre mais austeridade que por sua vez conduz a mais austeridade não é solução para coisa nenhuma a não ser para agravar a recessão e afundar a economia ainda mais. Já por diversas vezes na história se recorre a esta solução: basta recordar que, logo após a Great Depression, os EUA exigiram o pagamento de imediato da dívida à Alemanha, tendo como resultado a subida brutal do desemprego de 600 mil para 6 milhões de desempregados.
 
 Já nem as contas públicas se safam:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=541579
Este até é um princípio base da economia: digam lá vocês qual é?

 No final de contas para que serve então a austeridade? Serve para espremer ao máximo os povos a ela sujeitos, obrigados a pagar uma dívida que não contrairam, espezinhados, torturados, apenas para alimentar e rechear contas bancárias desse mesmo capital. Até porque nunca houve tanta riqueza e matéria-prima no planeta Terra como agora. Então porque é que existe crise? Porque essa mesma riqueza está muito mal distribuída, encontrando-se nas mãos de meia dúzia de senhores, os mesmos cujo passatempo predilecto é o acto de espremer.
 
 Mas então porque razão o Chev Chelios, o Chown, entre outros que proliferam neste fórum defendem este tipo de políticas e medidas? Porque têm em perspectiva serem directa ou indirectamente, fieis escudeiros desses senhores (os que espremem). Alguns é quando acabam o curso, fazerem carreira numa empresa multinacional, num banco quiçá (com a perspectiva de chegarem a directores), outros inscrevendo-se numa juventude partidária bem conotada com o círculo de poder, darem nas vistas nos debates da Universidade tendo em vista o convite para a AR, depois para o governo, etc. É claro que, se após tomarem a cadeira do poder, fizerem as coisas "com jeitinho", pode ser que, quando sairem do poleiro, arranjem o tal emprego como directores numa empresa multinacional (até porque os ordenados de deputado e os 5000€/mês como ministros são peanuts).
 
 Belos fantoches tem o capital, belos parvos são os restantes...

« Última modificação: Fevereiro 29, 2012, 22:26 pm por Deadman8 »
A obsessão do crescimento económico e as dívidas de juros impossíveis de pagar.

Nos tempos que correm tenho ouvido cada vez mais na necessidade imprescindível das nações em recessão económica grave de atingirem níveis de crescimento económico a rondar os 5% ao ano nos próximos 10 anos só para poderem pagar os JUROS das suas dívidas e começo a relembrar que em boa aritmética tanto a Grécia, Portugal, Irlanda e boa parte dos países ditos "endividados" e mal governados em boa verdade já pagaram só em juros 10 vezes mais o montante da dívida original e durante anos e anos foram incentivados com juros baixos a pedirem mais e mais dinheiro emprestado para desenvolverem os seus países...

Houveram negociatas, houveram! Houveram derrapagens, também! Corrupção, sim em grande escala! E quem contribuiu para isso, a entidade que emprestou (corruptor) o dinheiro com incentivos de fazer dinheiro por dinheiro sem que este estivesse associado a nenhuma riqueza real! E o (corrompido) que com sede de poder se deixo comprar mesmo antes das eleições começarem, promovendo e aceitando obras inúteis em detrimento de estruturas essenciais para o desenvolvimento sustentado da nação. Se formos a desconstruir o que compõem as dívidas soberanas iríamos verificar que a crise financeira foi fabricada para destruir a classe média, usando os governos políticos para legitimar o saque de bens e instituições públicas para mãos de privados.

Vou mencionar o óbvio desemprego, pobreza, emigração tudo resultantes da perda de soberania e independência dos povos, estamos a assistir sem dúvida ao ressurgimento do feudalismo em que os Banqueiros e Multinacionais Mundiais absorvem toda a riqueza real através da força do que eu chamo papel higiénico impresso... O resultado será óbvio quando o desemprego atingir valores insustentáveis na ordem dos 35% a 40% da população activa, veremos o ressurgimento do nacionalismo, fascismo e comunismo e a sede de destruir os representantes do feudalismo bancário será o combustível para as revoltas internas de cada uma das nações, entretanto pelo meio os Media têm conseguido com já sem tão bons resultados distrair a população do que se está passar, assim os "senhores do mundo" vêem necessária a 3ª Guerra Mundial como uma forma de salvaguardarem o seu estatuto e riqueza, mantendo a plebe no seu devido lugar, com os seus números controlados e ordeira.         

Se acham que estou a exagerar digam-me qual foi o caso de sucesso do FMI em que a nação ficou melhor e recuperou a sua economia?

Antes desta intervenção do FMI, Portugal já tinha passado por 2 época pós 25 de Abril, e o que salvou o país foram dádivas de países amigos que emprestaram dinheiro sem juros e a entrada para a União Europeia. Toda a actividade do FMI a nível mundial deixou sempre um rasto de desemprego, pobreza, miséria e privatizações... É só isso que eles sabem fazer à e é claro cobrar juros dos empréstimos que fazem... Vejam a seguinte lógica Portugal é membro do FMI com as quotas em dia e em vez de chegar lá e pedir o seu dinheiro pede um empréstimo com os juros que o FMI decide e aplicando as medidas de empobrecimento nacional requeridas e não pode piar sobre o dinheiro que deixou empatado no FMI.

Cumps


Salazar... essa besta que enquanto esteve no poder, abarbatava todo o ouro que podia e pagou o máximo de dívidas que foi capaz... deixou o povo na miséria, na ignorância e num estado de infelicidade brutais...


"O ser humano será o único animal que procura voluntariamente a servidão para se furtar ao dom que o distingue da restante criação: a inteligência." (Miguel Castelo Branco)